O Blues e a vida organizacional

O Blues e a vida organizacional

Assim como no Blues, é preciso ter sensibilidade e dinâmica na execução de projetos

No Blues existe sentimento, harmonia, coesão, improvisação, cadência, sensibilidade, dinâmica, “script”, enfim, ingredientes essenciais em uma Organização.

Quem é capaz de se emocionar ouvindo um dos belíssimos solos de guitarra do saudoso BB King, ou se apaixonar pela cadência “ferroviária” de uma canção de Robert Johnson, certamente está preparado para o convívio e, principalmente, o sucesso empresarial.

Todos nós sabemos aquelas coisas sobre trabalho em equipe, Planejamento Estratégico e tal, mas é no cotidiano que o bicho pega. Imagine-se como músico de uma banda de Blues: O baterista dita o ritmo da música, o guitarrista e o baixista acompanham, o pianista entra pra dar um charme à execução. Está tudo indo muito bem quando de repente uma corda da guitarra quebra: “téééinnn”. É hora de lançar mão da frieza e sacar aquela ferramenta da sua caixinha: o improviso.

Toque outra melodia que se encaixe, o pianista segura as pontas, o baixista capricha na sua linha, o baterista não deixa a peteca cair, o cantor entra em ação e assim vai até o último acorde da música. Para que isso aconteça de forma que a plateia não perceba, é preciso um grupo coeso, que tenha os mesmos objetivos em mente (e que entenda esses objetivos), afinal, é preciso caminhar olhando para a mesma direção.

Esse exemplo de vivência possibilita-nos fazer uma analogia com o mundo dos negócios. Quem nunca se deparou com um Canvas que não deu muito certo, ou um PDCA que poderia melhorar, ou ainda com realidades não tão técnicas, como a falta de um colaborador do setor, ou a quebra de uma máquina? É aí que a cabeça tem que funcionar.

E assim como existe aquele Blues triste, vagaroso, existe também o Blues alegre, com batidas contagiantes e que fazem todo mundo querer dançar. No dia-a-dia empresarial, sempre tem aquele desafio que requer agilidade, vigor na tomada de decisões, e aquelas situações que exigem o “feeling” necessário para captar a “vibe” que paira no ambiente. Contudo, o mais importante é saber que, em primeiro lugar, do mesmo jeito que uma música – seja alegre ou triste – chega ao fim, todos os momentos passam, sejam eles bons ou ruins. E em segundo lugar saber lidar com todas essas situações, afinal de contas, uma boa banda de Blues toca todo tipo de Blues, não é mesmo?

O show não pode parar, nem no Blues, nem na sua empresa.

P.S.: Tenha sempre um conjunto extra de cordas para sua guitarra.


Fonte: Artigos Administradores / O Blues e a vida organizacional

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