O Brasil precisa dar atenção à Economia Criativa

O Brasil precisa dar atenção à Economia Criativa

O artigo questiona a extinção do MinC apresentando dados sobre a economia criativa no Brasil e no mundo.

Com a extinção do MinC pelo presidente interino Michel Temer, algumas pessoas resolveram destilar críticas e manifestar revolta  em relação aos editais do MinC e outras políticas de fomento à economia criativa, chegando a comemorar o fim do mesmo.

Estas opiniões são um reflexo da relação conturbada que o senso comum nacional sempre teve no que diz respeito à atividades criativas e aos ousados que chamam isso de profissão. Num contexto internacional, a economia criativa é solução da economia, mas no Brasil são atividades pouco valorizadas “coisa de vagabundo que não trabalha”, por isso precisa de edital do governo e dos impostos dos cidadãos de bem.

Os incentivos públicos para as atividades criativas me parecem ser o principal fator de crítica. E os subsídios da agricultura e indústrias? Ninguém se revolta com agricultor que não produz e não paga o governo? Tudo bem a indústria automobilística (para citar um exemplo entre tantas) ter todos os incentivos fiscais possíveis? Uma indústria que promove sempre que pode demissões em massa para garantir o crescimento do seu capital e lucro dos shareholders.

Para não ficar numa questão de comparação de incentivos ou importância, e falar numa linguagem onde o cidadão comum e cartesiano entende, vamos focar em números. As exportações globais de produtos criativos possuem uma taxa de crescimento médio de 14%. Só para exemplificar, aqui Rio Grande do Sul (estado que escolhi como lar) a chamada indústria de transformação gera cerca de R$ 6,3 bilhões anualmente, sendo que desta produção 13% pertecem a atividades criativas.

Em 2008, no auge da crise, ocorreu uma dramática diminuição de 12% no comércio internacional. Enquanto isso, as exportações globais de produtos criativos duplicaram em seis anos (de 2002 a 2008) e alcançaram US$ 592 bilhões (equivalentes a mais de R$ 1 trilhão), com uma taxa de crescimento médio de 14% (como citei ali em cima) firme e forte. Ou seja, uma das mais dinâmicas do mundo. DO MUNDO.

Levantando dados simples já se mostra por que é um boicote à economia brasileira colocar-se contra a maré mundial de valorização e estímulo aos bens criativos. Argumentos utilizados no senso comum como “tem que estimular a economia primeiro” ou “bando de encostado que não produz” caem por terra e um pouco de pesquisa deixam claro como estas são frases de efeito que refletem uma abordagem à produção de capital, no mínimo, retrógrada.

E se você não acredita em mim, indico abaixo ótimos links para mais dados e informações:

http://oglobo.globo.com/economia/economia-criativa-avanca-mesmo-durante-recessao-18399357

http://www.istoedinheiro.com.br/blogs-e-colunas/post/20150901/economia-criativa-motor-expansao/7345

http://www.brasil.gov.br/cultura/2013/02/economia-criativa-cresce-mais-que-o-pib-no-brasil

http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2015/02/23/em-franco-crescimento-economia-criativa-puxa-busca-por-profissionais/

http://extra.globo.com/noticias/educacao/profissoes-do-futuro/economia-criativa-cresce-gera-oportunidades-para-pequenas-empresas-18752103.html

 


Fonte: Artigos Administradores / O Brasil precisa dar atenção à Economia Criativa

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