O calcanhar de Aquiles das MPE’S

O calcanhar de Aquiles das MPE’S

Conta a mitologia grega que a mãe mergulhou Aquiles, recém-nascido, nas águas do Estige (rio que dava sete voltas no inferno). Este fato tornou o filho invulnerável, salvo pelo calcanhar que não foi banhado, pois a mãe o segurava por esta parte do corpo, que mais tarde foi responsável pela sua morte, quando foi atingido por uma flecha envenenada durante a Guerra de Troia.

Durante apresentação dos resultados obtidos através aplicação de ferramentas de gestão em algumas Micro e Pequenas Empresas locais dos mais variados ramos do negócio, trabalho esse que foi fruto da disciplina “Estratégia Empresarial” cursada durante o nono período do curso de Administração, na qual permitiu um confronto entre teoria e prática, trabalhos como esses são indispensáveis para a formação profissional, pois é a partir da execução que desenvolvemos as habilidades e competências necessárias para atuarmos no mercado de trabalho, seja como empreendedores, funcionário público ou gestor de alguma empresa privada.

E fazendo uma reflexão de tudo que foi compartilhado em sala, pude perceber um ponto em comum entre as empresas analisadas, a qual me chamou atenção e é o que chamo aqui de “Calcanhar de Aquiles das MPE’S” refere-se exatamente a falta de profissionalização da gestão nessas organizações, principalmente no que diz respeito ao controle financeiro, pois poucas apresentavam um controle de fluxo de caixa efetivo, bem como, processos formais definidos, metas ou estratégias estabelecidas e até mesmo visão, missão e valores, todos esses aspectos em suma, estavam na informalidade ou presente apenas na mente do gestor.

Dessa forma, para que as MPE’S se estabeleçam no mercado em que atuam, apresentem um diferencial competitivo e agreguem valor ao seu cliente necessitam de uma gestão estratégica, pois por mais que se configurem como pequenas ou medias, todas apresentaram uma concorrência considerável, o que nos remete a realização de uma análise do ambiente interno e externo para que assim possa estabelecer metas e planos de ações adequadas para atingir seus objetivos.

Uma gestão estratégica permite a empresa tomar decisões mais assertivas, atender o seu cliente conforme as suas necessidades e desejos, aos quais devem ser conhecidos pelas organizações, como também extinguir seus pontos fracos e potencializar suas forças, e estar preparado para as oportunidades e ameaças que surgem no mercado.

Bonitas palavras, não acham? Mais o gestor pode pensar mais como vou fazer isso? um degrau de cada vez, pequenas atitudes como a participação em cursos oferecidos pelo SEBRAE, permitir a realização de pesquisas e projetos universitários que geram melhorias para a organização, definir a missão, visão e os valores da sua empresa, abrir espaço para estagiários, escutar e conhecer os clientes, incentivar a profissionalização dos colaboradores, se tornar um agente social, comunicar-se formalmente com seus colaboradores, gerar processos e arquivos. Dentre outras ações, que podem fazer a diferença para o seu negócio.

Dê o primeiro passo e verá que é possível, pergunte-se a si mesmo eu quero que a minha organização seja só mais uma no mercado? ou a melhor do mercado? A resposta dessas perguntas te fará agir ou simplesmente continuar da forma como está.

 

 


Fonte: Artigos Administradores / O calcanhar de Aquiles das MPE’S

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