O carreirista é o parasita das organizações

O carreirista é o parasita das organizações

Um carreirista é uma fruta podre que apodrece tudo ao seu redor, mas não solta o cheiro desagradável sinalizando o apodrecimento.

O Brasil está passando por um dos momentos mais sérios da sua história. Vivemos uma crise política, ética, de confiança e identidade. Mesmo que muitos já desconfiassem da ética flexível dos políticos foi a primeira vez que a ferida ficou exposta em praça pública. Pelas investigações esse tipo de postura vem de longa data e ainda foi definida como: “A corrupção era a modelo de gestão ”. Por ter uma formação em gestão de empresas me ofendi com essa afirmação, mas não pela verdade da frase que é foi correta e descreve exatamente a situação, minha indignação foi que ninguém se aprofundou no assunto.

Trazendo a crise para o ambiente das instituições chegamos aos profissionais que como os políticos fizeram escolhas individuais justificando o interesse comum. O grande ator se chama o “Carreirista” que tem como definição – Pessoa que lança mão de procedimentos condenáveis para obter ganhos materiais ou alcançar posições rapidamente. Depois de apresentar a definição do Carreirista precisamos falar sobre ética, pois ela é o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade e o sucesso de uma empresa depende de objetivos comuns entre seus líderes e liderados. O que acontece se os empregados não possuem o mesmo objetivo da sua empresa ou aceitam qualquer decisão sem analisar se é correta ou não?

A pergunta pode ser respondida se verificarmos o perfil de um carreirista:

  • Profissional que se importa apenas com o pomposo título da posição que ocupa e com aquilo que deve ser feito por ela se quiser se manter no poder gozando os privilégios que tanto valoriza.
  • Pessoa que não se sente motivada a conquistar o respeito e a admiração do time, pois acredita que o próprio cargo de gestão conferirá isto a ela e cujo raciocínio míope preceitua que ser chefe é fato suficiente para que a equipe de trabalho conceda as honrarias e deferências que acredita merecer.
  • Indivíduo que vive em função dos cargos que ocupa e que, por conseguinte, acredita que depende dele para “ser alguém na vida”.

Analisando o perfil acima podemos chegar à conclusão que o efeito danoso de um carreirista não pode ser visto em curto prazo, mas quando uma crise se instala em lugares que possuem esse tipo de profissional dificilmente ele vai estar credenciado para resolver o problema, pois mesmo tendo um cargo de confiança suas decisões e escolhas foram motivadas para se manter naquela função e não por capacidade técnica ou gestão. Outro ponto é que direta ou indiretamente pela função que exerce ele pode ser um dos causadores da crise, uma vez que não exerceu o papel de gerir a empresa, colocando a gestão da sua própria carreira em primeiro lugar. Uma famosa frase de Albert Einstein reflete muito bem a conjuntura: “Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo grau de consciência que o gerou.”

Infelizmente muitas empresas não conseguem identificar esse tipo de profissional como um perigo para o futuro e sucesso dos negócios, pois o carreirista se apresenta como um profissional alinhado com os superiores, não questiona decisões, tentam criar laços pessoais com o chefe (torcer pelo mesmo time, praticar o mesmo esporte, frequentar os mesmos lugares, etc), mostra sempre um discurso político para defender a empresa, mente sistematicamente e o que acho pior, quando conseguem cargos de liderança acabam valorizando pessoas da equipe que tenham o mesmo perfil. Vimos agora que um carreirista é uma fruta podre que apodrece tudo ao seu redor, mas não solta o cheiro desagradável sinalizando o apodrecimento.

“Deus tenha misericórdia da nossa empresa” Frase de um carreirista para empresa no momento da sua contratação.


Fonte: Artigos Administradores / O carreirista é o parasita das organizações

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