O dia em que os políticos se submeteram, de fato, à lei

O dia em que os políticos se submeteram, de fato, à lei

Nunca antes na história deste país, os homens, independentemente de sua condição, estiveram sujeitos aos termos da lei. Parabéns ao Poder Judiciário, ao Ministério Público da União, à Polícia Federal e ao Senado Federal, que demonstraram, hoje, que um Senador deve respeitar e se submeter ao Estado democrático de direito.

Houve um tempo em que servidores públicos não eram presos, gestores públicos se achavam intocáveis, empresas estatais se consideravam maiores e melhores que os mercados em que atuavam e políticos estavam acima da lei e da ordem.

 

Felizmente, esse tempo parece estar acabando, e a prisão, nesta data, do Senador Delcídio Amaral (PT/MS) serve para reforçar essa constatação.

 

Com a prisão de Delcídio Amaral no contexto da Operação Lava Jato, acende-se uma chama de esperança que consiste em que todos os que deram causa ao maior escândalo de corrupção deste século sejam devidamente responsabilizados, julgados e condenados. Afinal de contas, e como nunca antes na história deste país, vemos tantos agentes públicos submetendo-se às mesmas leis que todo cidadão comum está sujeito.

 

Agora, cabe à força-tarefa da Lava Jato avançar nos trabalhos de investigação, com vistas a evidenciar, denunciar, julgar e condenar os que deram causa a perdas bilionárias na Petrobras, não importando se quem deu causa é empregado da empresa, terceirizado, dirigente, sindicalista, político ou companheiro do PT, PMDB, PSDB, ABC ou XPTO.

 

À luz do exposto, ficam as congratulações às seguintes instituições, que enquadraram Delcídio Amaral e mostraram a esse Senador que, num Estado democrático de direito como o Brasil, todos estão sujeitos à lei: o Poder Judiciário, o Ministério Público da União, a Polícia Federal e o Senado Federal, que, enfim, mostrou que representa e reflete o povo brasileiro.

 

Ademais, permanece o desejo de cada brasileiro de bem de que, muito em breve, chegue o dia em que a Administração Pública represente efetivamente interesses de Estado, e não de governos, partidos e políticos.

 

Para que isso se concretize, há que se acabar com: o fisiologismo entre governo e aliados; com o corporativismo que contribui para que agentes políticos e econômicos loteiem e distorçam o papel e a atuação de órgãos e entidades públicos, criando feudos e guarda-chuvas para acomodar e proteger apaniguados; e capacitar, engajar e conduzir agentes públicos no sentido de identificar, servir e satisfazer a necessidades da sociedade, uma vez que a satisfação das necessidades desta também resulta em bem-estar para aqueles.

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!


Fonte: Artigos Administradores / O dia em que os políticos se submeteram, de fato, à lei

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