O ''homem-econômico'' em pleno século XXI

O ”homem-econômico” em pleno século XXI

Será que um dia serão “extintos”? A substituição talvez nos trará situações difíceis de lidar

Frederick Winslow Taylor ao criar a teoria científica, no fim do século XIX e início do século XX, buscou eficiência para produzir mais em menos tempo, com menor custo.

 Henri Fayol deu ênfase a teoria científica, melhorou o conhecimento, acrescentou um processo ordenado, gerando assim a teoria clássica.

Mas em ambas teorias foram exigidas pessoas física e psiquicamente capacitadas. Não havia preocupação com a satisfação do homem, focando apenas no objetivo final. E assim chamados de “homem-econômico”.

Podemos citar como exemplo dessas teorias o filme “Tempos Modernos”, onde o ator Charlie Chaplin é um funcionário de uma fábrica que exerce um trabalho de movimentos contínuos mantidos com uma determinada frequência, e se o ritmo for inadequado causa desaceleração da produção.

Na série “Gigantes da Indústria”, do Canal History Channel, no capítulo 4 encontramos outro exemplo onde Carnegie, dono da grande empresa de aço Homestead, juntamente com Henry Frick diretor, decidiram diminuir salários, aumentar a carga horária pra gerar lucros maiores, porém os trabalhadores vivem em condições desumanas.

Infelizmente essa triste história ainda assombra nos dias de hoje, é fácil encontrar trabalhos como estes onde, homens são usados para trabalharem feito máquinas, sem a menor preocupação com a saúde física e mental. 

Essas formas de trabalho encontram-se na área de indústria têxtil, costureiras, bordadeiras, arrematadores, também operadores de caixa de supermercado, montagem e reparação de automóvel, empregados de escritório, são pessoas que passam horas sentadas fazendo movimentos apenas com as mãos e com a mesma posição física.

Assim como os operadores de telemarketing, telefonistas, vendedores, funcionários de caixas de bancos,  que padronizam falas gerando cansaço mental. 

Na teoria clássica essas situações são visadas na “coordenação” que preza a compatibilização de atividades entre pessoas e setores, o mais curioso disso é que existe na teoria desde os tempos antigos, mas na prática que é o mais importante… Nada.

Leis trabalhistas estão ai pra defender o direito do trabalhador certo? E porque não vêem isso. Ou esses fatores prejudiciais não fazem parte da defesa.

Notamos que o tempo passa e existem fatos que não mudam, pensando como ser humano essas são situações difíceis de vivenciar, mas agora pensando como empresa… Se a solução for substituir todos esses cargos por máquinas, reprodutores de voz, etc. Para a empresa seria um gasto no ato da substituição, mas lucro futuro com a inexistência de funcionários assalariados, porém gerando um grande nível de desemprego. 


Fonte: Artigos Administradores / O ”homem-econômico” em pleno século XXI

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