O lucro pode ser infinito?

O lucro pode ser infinito?

O lucro é o resultado da operação receita menos os custos das mercadorias e serviços. Mais seria o lucro infinito ou existem fatores que o limite? Para existência do lucro é necessário primeiro que ocorra o processo de comercialização dos produtos e serviços ofertamos pelas empresas. Quais os fatores que determinam os preços de comercialização e fechamento dos negócios considerando com o processo de decisão de compra por parte dos consumidores? Essas e outras respostas você encontrará aqui nesse texto. Boa leitura a todos!

O lucro é o resultado da operação receitas menos custos das mercadorias e serviços. Mais seria o lucro infinito ou existem fatores que o limite?

Empresas e gestores buscam incessantemente o lucro que irá garantir a sua sobrevivência no mercado e algumas, acreditam erroneamente que podem marcar posição e se recusam a negociar seus produtos em um mercado de livre concorrência onde oscilam os preços tanto para cima quanto para baixo.

Não obstante, a receita não se autorrealiza pelo único fato da disponibilidade do produto em estoque uma vez que dezenas, centenas de outras empresas também possuem esse mesmo produto em estoque e assim, seguindo a lei da oferta e da procura o mercado passa a agir conduzido pela livre concorrência e os preços passam a oscilar até encontrar os compradores que estejam dispostos a realizar sua compra.

Assim, quanto maior for o número de ofertantes do mesmo produto a quantidade em oferta no mercado aumenta e a concorrência faz com que o preço oscile para cima ou para baixo até alcançar um equilíbrio que geralmente é o valor que cobre todos os custos e garante uma margem de lucro pré-determinada e influenciada pelas relações de mercado.

Portanto, um único participante de um mercado concorrencial não possui força para determinar preços e taxas de descontos sendo esses definidos pelo mercado exceto quando o produto for escasso ou ofertado por um mercado monopolista.

No entanto, o fator “oferta”, não mais determina preço passando a ser determinado agora por outros fatores comportamentais do mercado consumidor.

Seguindo a teoria de Philip Kotler, em se tratando de estratégia de mercado as empresas não podem se afastar dos 4P’s do marketing: Produto, Preço, Praça e Promoção e deve considerá-las tanto no processo de produção e revenda quanto no processo de negociação efetiva.

PRODUTO – Tem que oferecer soluções para os clientes, como: variedade, qualidade, design, características, marca, embalagem, tamanho, serviços e garantias de devolução;

PREÇO – Que se traduz valor ao cliente a um custo acessível considerando: Preço de lista, descontos, concessões de prazos e condições de pagamento;

PRAÇA – Deve obrigatoriamente proporcionar conveniência aos clientes como: Disponibilidade, canais de distribuição, cobertura, variedades de pontos de vendas, estoque e transporte;

PROMOÇÃO – O cliente tem que percebê-la através de um competente processo de comunicação que leve essas promoções até o cliente. São elas: Promoção de vendas, propaganda e publicidade, força de vendas através de uma equipe de excelência, relações públicas que faça visitas de rotinas aos clientes com o intuito de atender suas necessidades e o marketing direto;

Esses 4 P’s demonstram e comprovam que além de ter um produto disponível ele agora tem que vir acompanhado de um pacote de benefícios com oferta de valor agregado e que impactem a percepção dos clientes.

Somado a tudo isso, outros fatores também passaram a determinar influência no processo de decisão de compra dos consumidores e que devem ser considerados na fixação dos preços. Encontram-se entre estes fatores: negociação e valor agregado dos seus produtos.

Não existe ampliação de receitas sem negociação dos preços no mercado. Vão longe os tempos em que os preços eram determinados somente pela oferta.

Na negociação alguns critérios têm que ser respeitados: Satisfação dos interesses mútuos, cumprimento dos compromissos assumidos, uma boa comunicação e a preservação dos relacionamentos.

O mercado concorrencial disponibiliza ainda outras ações e ferramentas como excelência em atendimento, qualidade dos produtos, concessões de prazo mais longo, isenções de fretes e taxas de entregas, distribuição de bônus e prêmios, confraternizações, visitas de rotinas, disponibilização de softwares e ferramentas eletrônicas que facilitam os trabalhos dos seus clientes e que somadas aos descontos oferecidos pode determinar a fidelização dos clientes.

Tudo se resume a relacionamento!

As empresas não podem se afastar de seus clientes, tratá-los com indiferença principalmente quando passam por alguma crise momentânea, deve acompanhá-los e auxiliá-los rotineiramente cuidando para que garantam os lucros necessários a sua própria sobrevivência construindo um circulo virtuoso e produtivo.

Portanto, chegamos à conclusão que entre todos os fatores elencados acima existe um fator ainda mais forte que limita os lucros das empresas em um mercado de livre concorrência, esse fator se chama “relacionamento”.

Pense nisso!

** Wagner Pereira, 49 anos, economista, formado pela UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso, executivo de empresa do setor automotivo, MBA em “Liderança e Gestão Organizacional” pela Franklin Covey, certificado pela CMI no curso de “Teorias e Ferramentas do Projeto de Negociação de Harvard” realizado na faculdade de Harvard, Cambridge/MA nos Estados Unidos entre outros.

 


Fonte: Artigos Administradores / O lucro pode ser infinito?

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