O paradoxo laboral

O paradoxo laboral

Estudo comparativo sobre diferentes pontos de vista, dos estudiosos das organizações empresariais, revelam que a ótica do observador interfere substancialmente no objeto de estudo, e mais ainda quando o objeto em análise for o homem.

Estudo comparativo sobre diferentes pontos de vista, dos estudiosos das organizações empresariais, revelam que a ótica do observador interfere substancialmente no objeto de estudo, e mais ainda quando o objeto em análise for o homem.

Apesar de muitos estudos sobre o ciclo motivacional no trabalho terem sido desenvolvidos em lugares e épocas tão distintas, eles são totalmente verificáveis nas atuais relações trabalhistas.

Um notável pesquisador da administração no início do século XX, fez do ambiente de trabalho um laboratório científico. Observava e anotava os tempos e movimentos de seus colegas no trabalho buscando sempre aplicar regras matemáticas nas observações que fazia enquanto os operários cumpriam tarefas em jornadas laborais pré-estabelecidas.

Suas observações e estudos partiam do ponto de vista da maximização do lucro, pois visava o máximo de desempenho com menores esforços em um menor tempo possível.

Acreditava que o trabalhador era por natureza “vadio”, necessitava ser fiscalizado e era exclusivamente motivado pelo retorno financeiro de sua mão-de-obra.

Em nenhum tópico abordou aspectos psicológicos e motivacionais ligados ao trabalho.

Anos mais tarde, surge outro notável, com biografia e currículo bem divergentes do primeiro, e que desenvolveu um trabalho científico cujo objeto de estudo era o mesmo de seu antecessor: o comportamento humano no trabalho.

Sua formação em humanidades permitiu que fosse muito alem dos aspectos matemáticos do ambiente empresarial, e fez descobertas que chocaram a cultura então vigente a época e que ainda hoje se aplica amplamente. Algumas delas são:

– O trabalho tem um significado muito mais abrangente do que o mero retorno financeiro.

– No geral o homem busca desenvolvimento, quer colaborar com a organização e necessita ser incentivado através de um ciclo motivacional que inclui reconhecimento social.

 -Um ambiente de trabalho saudável e feliz gera retornos e ganhos econômicos incalculáveis, muito além dos resultados obtidos em um ambiente hostilizado pela inspeção rigorosa e excessiva.

Verifica-se assim que mesmo nos ambientes de trabalho atuais, as concepções, conceitos e estereótipos criados estão muito mais ligados ao ponto de vista do observador do que propriamente a realidade do ser em si, visto que este último é um mundo a ser descoberto, que vai muito além de análises apressadas e vãs.  

O conceito que alguém faz de você tem muito pouco ou nenhuma fidelidade com o seu “eu” interior, porém muita fidelidade com a realidade mental do observador/ formador de conceito.


Fonte: Artigos Administradores / O paradoxo laboral

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