O pegador quer ser gerente

O pegador quer ser gerente

Era um jovem como qualquer outro, 30 e pouco anos, muito experto e atraente, bem formado, (havia concluído MBA por uma escola de renome), possuía todas as habilidades técnicas, se dava bem com os colegas de trabalho e era simpáticos com todos, independentemente do nível hierárquico, tanto que a tia do cafezinho sempre trazia um pedacinho de bolo para ele.

Era um jovem como qualquer outro, 30 e pouco anos, muito experto e atraente, bem formado, (havia concluído MBA por uma escola de renome), possuía todas as habilidades técnicas, se dava bem com os colegas de trabalho e era simpáticos com todos, independentemente do nível hierárquico, tanto que a tia do cafezinho sempre trazia um pedacinho de bolo para ele.

Porém, além dos resultados corporativos, tinha o péssimo hábito de colecionar vitórias amorosas. A turma já sabia: era só entrar uma nova estagiária, que lá estava ele dando toda atenção possível e imaginável, até chegar aos flertes e carona para casa, com trajetos que passavam pelos bares e restaurantes mais badalados.

Esse comportamento persistia, inclusive, nas festas de final de ano da empresa, onde sempre chegava sozinho e saia acompanhado. E como se diz, o importante é contar para os amigos! Assim, fazia questão de expor nomes durante a parada do cafezinho.

Como não poderia ser diferente, este assunto chegou aos seus superiores. Um dia, um namorado insatisfeito foi até a porta da empresa para tirar satisfação e, embora não tenha havido nenhuma briga ou desordem, o fato foi constrangedor. Apesar do “pegador” não ter sido advertido, nem mesmo chamado para uma conversa, o boato correu todos os corredores; trabalho da “rádio pião”.

Passado algum tempo, a Direção estava pronta para promover o gerente do departamento e analisava as possibilidade de sucessão dentro da equipe. Quando este nome veio à tona, todos os integrantes da reunião foram enfáticos em ressaltar o resultado profissional e as habilidades de lidar com pessoal. Mas concordaram que o risco de uma gracinha ser qualificada como assédio sexual era um risco que Direção não estava disposta a correr.

Dessa forma, acabou por ser preterido na escolha e, pior de tudo, ele nem sabe que esta reunião aconteceu, que seu nome foi cogitado e o motivo pela sua não aprovação discutido entre a direção.

Será que nós temos consciência de que somos avaliados a todo o momento? Será que sabemos o real impacto de nossas ações e comportamentos sobre nossa carreira?


Fonte: Artigos Administradores / O pegador quer ser gerente

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