O problema do (qi) “quem indica”

O problema do (qi) “quem indica”

Em algumas corporações o qi é visto como uma prática segura e eficaz, no entanto, quando utilizado de forma incorreta passa a caracterizar uma prática injusta e traz consigo perigos à competitividade das organizações

As organizações brasileiras foram submetidas nos últimos anos a grandes desafios, em virtude das mudanças que ocorreram no mercado mundial. Com a entrada dos mercados internacionais no Brasil as grandes, médias e pequenas empresas tiveram que adaptar suas estratégias a fim de continuarem “vivas”, e acima de tudo, competitivas frente a um mercado que passou a ser caracterizado pela concorrência acirrada.

Em razão disso, houve grandes mudanças na gestão empresarial no Brasil. Dentre as mudanças que foram de fundamental importância para a permanência das organizações no mercado, destaca-se a transição da gestão tradicional (RH) para o processo de inserção da MODERNA GESTÃO DE PESSOAS, essa mudança fez com que o capital humano das empresas fosse visto de uma forma diferente e passou a ser considerado inclusive como o principal capital das empresas.

A partir de então a gestão de pessoas passou a ser vista como uma área estratégica, e uma das frases mais ouvida no RH das empresas era: “precisamos colocar a pessoa certa no lugar certo.” Foram inseridas várias técnicas de recrutamento e seleção de pessoas, e com isso as empresas que estavam comprometidas a enfrentar essa fase de transição prouveram-se de profissionais capacitados, souberam treinar e reter esses profissionais e continuaram vivas e competitivas.

O problema é que a concorrência continua, e a cada dia mais forte, é necessário continuar inovando, trançando estratégias e acima de tudo  contratando bons profissionais e alocando-os nos lugares certos, e no Brasil ainda persiste uma prática muito perigosa para vida das organizações, o famoso “ (QI) QUEM INDICA”, e o perigo não está em contratar um profissional  através de uma indicação, mas sim contratar  um profissional sem avaliar suas habilidades profissionais. Muitas empresas fazem isso e todos os  dias os ativos e a qualidade dos seus produtos ou serviços diminuem e os líderes não percebem onde realmente estar o problema.

Em algumas corporações o qi é visto como uma prática segura e eficaz, no entanto, quando utilizado de forma incorreta passa a caracterizar uma prática injusta e traz consigo perigos à competitividade das organizações.

Os principais problemas do (qi) “quem indica”:

1-    Normalmente quando se utiliza o método qi contrata-se pela intimidade que se tem pela pessoa e não pela sua capacitação profissional, logo não observa suas características, habilidades, apenas contrata-se, correndo sérios riscos de contratar um profissional ruim;

2-    Na maioria dos casos submetem um grande número de profissionais a passar por  um exaustivo processo de seleção, sendo que na realidade já sabe qual o profissional vai ser contratado, já que é assim, deveria simplesmente contratar e pronto, gera uma expectativa em um profissional que normalmente está bem preparado para a vaga e no final….frustração, desmotivando ainda mais quem está em busca de um emprego;

3-    Em alguns casos o profissional indicado, ganha mais de quem já possui uma vasta experiência na empresa e espera uma promoção há anos. Resultado: quando se faz isso, uma grande parte dos profissionais que já existem na empresa ficam desmotivados, alguns por que esperavam ocupar aquela vaga, outros porque já estão em boas posições e esperavam que um de seus colegas de longos anos de trabalho fosse promovido;

4-    O qi na grande maioria dos casos gera injustiça nos processos de seleção, não se observa a capacitação e/ou experiência dos candidatos, a indicação vale mais do que o perfil profissional.

Como toda regra tem suas exceções, em algumas situações o QI funciona corretamente e traz benefícios para as organizações e para bons profissionais que estão em busca de uma colocação no mercado de trabalho, mas isso somente ocorre quando o QI é realizado de forma ética,ou seja, quando ocorre uma avaliação do profissional, e o mesmo é contratado não somente pela indicação, mas também pela sua capacitação profissional.

Concluindo, o qi traz consigo grandes riscos para a vida das organizações e os lideres que porventura utilizem esse método é aconselhável ficar atento, realizá-lo de uma maneira segura, nunca se deve contratar sem avaliar as habilidades profissionais do futuro profissional e por fim mesmo que utilize esse método não deem espaços para o favoritismo ou injustiças nos processos de seleção de pessoas. 


Fonte: Artigos Administradores / O problema do (qi) “quem indica”

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