O que as empresas devem aprender com a suspensão do WhatsApp?

O que as empresas devem aprender com a suspensão do WhatsApp?

É preciso que estejam mais do que preparadas para receberem os milhares de clientes que migram diariamente em busca de empresas que atendam rapidamente suas expectativas

Você faz tudo para fidelizar seu cliente, oferece diversos benefícios, entre eles a praticidade, simplificação de processos, otimização de tempo, economia, etc. Rapidamente ele o coloca num lugar de destaque e quando você menos espera, já está ocupando um espaço maior do que pensou ser capaz em um tempo tão curto. E então você se torna soberano, único, essencial, indispensável, como se já fizesse parte da vida do cliente.

E então, por motivos alheios, você é retirado do mercado e, mesmo que por um período tão curto, seus clientes, até então super satisfeitos com o seu trabalho, buscam rapidamente opções que entreguem a eles os mesmos benefícios que você entregava. Você se tornou tão indispensável que não foi possível ficar um dia sequer sem os seus serviços. A substituição foi imediata! Mas, como assim?

Essa realidade retrata a paralisação do WhatsApp e o surgimento e ascensão de diversos aplicativos similares a ele, como o Viber, Hangouts, Telegram… diga-se de passagem, esse último, cujo símbolo é um aviãozinho de papel, está “voando de vento em popa” com a migração explosiva dos “fiéis” usuários do WhatsApp.

Como explicar essa mudança no perfil do consumidor? Como entender que um produto tão indispensável seja substituído de forma tão rápida? Ontem, após migrar para o Telegram (que eu acabei aderindo pela dependência prática e econômica que o Whats provocou em mim) fiquei observando a quantidade de pessoas que iam aderindo, maravilhadas com o que estão encontrando por lá (“Só faltava fazer ligações!”, Dá pra ter grupos com até 5 mil pessoas!”, “a qualidade dos áudios são melhores!”, “você não precisa clicar em todos os áudios para ouvi-los, eles vão se reproduzindo na sequência”, e por aí vai…) e cheguei a me perguntar: se nem mesmo os soberanos que mal cometem falhas conseguem manter seus clientes, quanto mais as empresas (tanto faz se elas oferecem serviços ou produtos) conseguirão fazê-lo andando na contra mão da excelência?

Já não é suficiente que as empresas se preocupem com a qualidade de seus serviços e atendimentos, mas que estejam mais do que preparadas para receberem os milhares de clientes que migram diariamente em busca de empresas que atendam rapidamente suas expectativas.

Diante desse contexto, fazer uso de perguntas poderosas pode poupar seu negócio de vários dissabores:

– O que a sua empresa já faz de bom que possa ser transformado em excelente? 
– Como a sua empresa se prepara para receber os clientes que migram insatisfeitos com os serviços de outras empresas? Talvez esta seja a melhor pergunta! 
– Ela tem se preparado para lidar com as adversidades causadas por fatores externos?

Um pequeno deslize na gestão ou uma simples e rápida medida externa podem colocar a perder grandes impérios. Fica a reflexão!


Fonte: Artigos Administradores / O que as empresas devem aprender com a suspensão do WhatsApp?

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