O que esperar (e exigir) a partir das primeiras impressões

O que esperar (e exigir) a partir das primeiras impressões

Mais importante do que a aparência de um novo governo é a entrega de resultados efetivos para a retomada do desenvolvimento econômico-social do Brasil.

Passados os primeiros dias do governo de Michel Temer, alguns importantes passos já foram dados rumo à superação da crise que vem afetando o Brasil. Dentre esses passos, destacam-se as diretrizes que a equipe econômica de Temer pretende seguir, a mudança de postura do governo brasileiro em relação aos seus vizinhos sul-americanos e, é claro, a realização de um “pente fino” nos registros e controles internos dos órgãos e entidades do Poder Executivo.

 

Acerca das diretrizes de natureza econômica, frise-se o trabalho coordenado dos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e das “repaginadas” Relações Exteriores, com vistas à retomada do crescimento econômico. Para que isso se concretize, três eixos sustentarão o esforço coordenado de Henrique Meirelles (Fazenda), Romero Jucá (Planejamento) e José Serra (Relações Exteriores):

 

  1. Ajuste fiscal e reformas estruturais (como as da previdência e do aparelho estatal), de maneira a reverter a evolução da dívida pública e reduzir o peso do Estado sobre as famílias e as firmas;
  2. Retomada dos investimentos, seja pela oferta de crédito, seja pela construção de um ambiente econômico estável e juridicamente seguro; e
  3. Impulsionamento do comércio exterior pelo desentrave de acordos bilateriais e multilaterais, além da promoção dos produtos e serviços brasileiros pelo mundo afora.

 

Quanto à mudança de postura do Brasil em relação aos seus pares sul-americanos, sobretudo Venezuela e Bolívia, trata-se de medida muito bem-vinda e que reforça a soberania do país em relação a países governados por caudilhos que vinham se aliando ao nosso país com a finalidade de viabilizar o projeto de poder do Foro de São Paulo. Além disso, tal mudança de postura permite que o Brasil retome tratativas com a União Europeia e com países com economias mais dinâmicas que as dos países do Mercosul, sem que para isso tenha que se submeter ao crivo de um Nicolás Maduro ou de um Evo Morales.

 

Sobre o pente fino que a equipe de Michel Temer vem realizando na máquina pública aparelhada pelos governos lulopetistas, provavelmente, teremos um diagnóstico preciso da real situação dessa máquina e do país nas próximas duas ou três semanas. Entretanto, de nada adianta auditar os registros e controles do Poder Executivo se não expurgarmos a memória do lulopetismo do aparelho estatal, representada pelas crenças e valores que o PT enraizou na estrutura federal, pelos jabutis que ele colocou, além das práticas gerenciais pautadas pelo patrimonialismo.

 

Dessa forma, medidas como o corte de 4.000 cargos comissionados até o fim deste ano, conforme, anunciado pelo Ministro Romero Jucá, são insuficientes e só preservam as regalias de inúmeros jabutis que vêm se ocultando nessa troca de governo para manterem as suas benesses e prosseguirem com o esforço de “sabotagem patrimonialista” do nosso país.

 

À luz do exposto, os primeiros passos apontam para mudanças, mas requerem maior intensidade e agilidade. Afinal de contas, existem milhões de desempregados, por exemplo, que aguardam ansiosamente pelo fim da “herança maldita” deixada pelo lulopetismo. Afinal de contas, mais importante do que a aparência de um novo governo é a entrega de resultados efetivos para a retomada do desenvolvimento econômico-social do Brasil.

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

 

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Fonte: Artigos Administradores / O que esperar (e exigir) a partir das primeiras impressões

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