O que nos motiva a aceitar uma proposta de marketing de rede?

O que nos motiva a aceitar uma proposta de marketing de rede?

“Não tente ser uma pessoa de sucesso. Em vez disso, seja uma pessoa de valor.” – Albert Einstein, Físico.

Leonard Mlodinow, em seu bestseller Subliminar: como o inconsciente influencia nossas vidas, coloca ao longo de toda a sua brilhante obra, situações e pesquisas recentes na área da neurologia, que deixam claro os aspectos do inconsciente que influenciam as nossas vidas.

Dentre as várias coisas interessantes, uma passagem me chamou a atenção enquanto eu escrevia este post:

“Quando tentamos dar uma explicação para nossos sentimentos e comportamentos, o cérebro realiza uma ação que sem dúvida o surpreenderia: faz uma busca em um banco de dados mental de normas culturais e escolhe algo plausível.”

Pelo fragmento anterior, perguntas como “Por que você gostou deste livro?”, “Por que o restaurante A é melhor que o restaurante B?” nos dão a falsa sensação de sabermos a real e exata resposta, mas pesquisas mostram que, em geral, não sabemos ao certo.

Em algumas situações, como introspecções intensas, poderiam nos ajudar a encontrar a resposta correta. Em outros casos, talvez não!

Sendo assim, voltemos à questão do título.

O que nos motiva a aceitar uma proposta de marketing de rede?

Para refletirmos um pouco sobre essa questão, vamos nos apoiar na Pirâmide das Necessidades de Maslow e partir de dois cenários possíveis.

I) Pessoas que se associam a uma proposta por necessitarem de um componente que ajude a construir uma renda extra.

II) Pessoas que a priori não possuem necessidades financeiras a serem satisfeitas, mas aceitam a proposta.

Nos dois casos, um fato é comum:

A aceitação da proposta parte de um conjunto de descrições ou previsões particulares concordantes com um padrão de razões, expectativas e explicações culturais e sociais de um dado sentimento individual que gera o “sim” à aceitação da proposta.

É possível perceber através do trabalho de Mlodinow que o “Sim” ou o “Não” à proposta, não é um aceite ou uma negação à empresa, ao apresentador da proposta ou a quem quer que seja… É um conjunto de conceitos pessoais moldados por um conjunto de crenças e valores construídos ao longo dos tempos. Em outras palavras: é um “Sim” ou um “Não” a si mesmo.

É esse conjunto de crenças e valores que vai moldar o comportamento do sujeito diante de sua vida e, consequentemente, no desenvolvimento da proposta em caso de aceite.

Sendo assim, vamos analisar os dois casos em cheque.

Quanto ao grupo I:

Quando o indivíduo assume a proposta, a sua intenção é conseguir suprir as necessidades fisiológicas e de segurança de maneira eficaz.

Conheço casos de associados que encontraram em propostas de Marketing de Rede uma ferramenta para que conseguissem suprir suas necessidades mais básicas. Eram pessoas que, em geral, não tinham qualidade de vida no que tange à alimentação, à moradia, ao transporte…

Então, como sua instrução não permitia auferir rendas maiores em um curto e médio intervalo de tempo, mas suas necessidades eram urgentes, resolveram seguir o caminho alternativo do Marketing de Rede, empregando tempo e energia para desenvolver a proposta. Aqui cabe muito bem a citação de Bertolt Brecht:

Primeiro vem o estômago, depois a moral”.

No entanto, com o desenvolvimento de uma rede de relacionamentos funcional, as necessidades básicas e de segurança começam a ser satisfeitas e, em contrapartida, as questões de pertencimento e estima satisfazem-se também por passarmos a fazer parte de um grupo que possui interesses comuns e comungam de um crescimento em conjunto.

Esta comunhão do crescimento conjunto é a essência do Marketing de Rede. Caso você esteja inserido em grupos onde a rivalidade prevalece sobre a cooperação, pense um pouco e veja se é isto o que realmente você deseja e o que você pode fazer para alterar esta realidade.

Em acordo com o mencionado por Maslow em seus estudos sobre as pessoas realizadoras (o que culmina com sua Pirâmide das Necessidades), as questões de pertencimento e estima nos conduzem ao patamar posterior: o da autoestima.

Quando pertencemos a um grupo que nos entende como importantes para o seu desenvolvimento, faz com que surja um sentimento extremamente nobre: o da gratidão. Passamos a ser gratos por nos ajudarem a seguir um caminho que nos conduz a melhorias (seja pessoal, financeira, funcional…). E esse sentimento de gratidão dá à pessoa que recebeu o agradecimento, uma elevação significativa em termos de autoestima por saber que está sendo importante para que outras pessoas possam conseguir alcançar patamares mais altos.

A consequência direta é a AUTORREALIZAÇÃO.

Quanto ao segundo grupo, este já tem suas necessidades básicas satisfeitas. No entanto, algo em seus íntimos mostra, durante a apresentação da proposta, que eles podem alcançar os próximos níveis de satisfação. Podem chegar a níveis que suas atuais ocupações não permitem que cheguem por fatores que não estão no foco da nossa discussão.

O que em seu emprego possibilita que você atinja a AUTORREALIZAÇÃO?

É nesse ponto em que a estrada se confunde com a do primeiro grupo.

No final das contas, por um caminho mais longo ou mais curto, todos nós buscamos aceitação e, fundamentalmente, AUTORREALIZAÇÃO.

A pergunta que cabe aqui é: desde o começo, a busca era pela AUTORREALIZAÇÃO? De acordo com Mlodinow e Maslow, a resposta pode ser um “SIM” ou um “NÃO”!

Para Maslow, a resposta é “SIM”. A AUTORREALIZAÇÃO é uma necessidade humana e todos a buscamos. É um conceito extremamente individual e inerente ao homem. Depende, voltando ao início da discussão, das crenças e valores de cada um.

Para Mlodinow, a resposta é “NÃO”. Mas um “NÃO” em nível consciente. Porque em nível inconsciente, a resposta é “SIM”.

Então, mesmo de forma inconsciente, nós somos guiados em busca da AUTORREALIZAÇÃO, principalmente quando partimos de situações mais adversas.

Mas, o que separa as pessoas que conseguem a AUTORREALIZAÇÃO das que não conseguem? Napolleon Hill tem a resposta para essa questão que sintetizamos em duas palavras:

DECISÃO E MÉTODO.

Mas isso é outra história. Assunto para outro post.

Então, independentemente do grupo do qual você faça parte, existem duas perguntas plausíveis:

1. O que é AUTORREALIZAÇÃO para você?

2. A vida que você está vivendo hoje vai lhe proporcionar a AUTORREALIZAÇÃO?

 

Em O ensaio sobre o livre arbítrio do filósofo francês Charles Renouvier, quando acrescido das referências que já fizemos ao longo deste texto, as respostas para as duas perguntas depende de cada um.

O que consigo concluir com as leituras que fiz e a experiência que venho adquirindo em Marketing de Relacionamento é que esta ferramenta tem uma função muito mais nobre do que fazer com que as pessoas consigam mais renda. Sua função é conduzir às pessoas rumo à AUTORREALIZAÇÃO, função que deve ser aceita e levada à frente por todos aqueles que estão associados a este tipo de negócio.

Não estou negando o fato de que gerar dinheiro seja importante. Mas isso vai ser consequência de um trabalho bem feito. Isso já é confirmado por David Schwartz em sua obra A mágica de pensar grande:

“… e a semente do dinheiro é o bom serviço.”

O dinheiro, por si só, não pode conduzir ninguém à AUTORREALIZAÇÃO. Sendo assim, o Marketing de Relacionamento pode conceder a oportunidade de alcançar a autorrealização ajudando outras pessoas a conseguirem também.

Então, quando apresentamos uma proposta a alguém, não vejamos nela cifrões que podem engordar nossas contas bancárias, mas vejamos alguém com quem a vida nos agraciou com a oportunidade de ajudar a conseguir sua autorrealização, por que é isso que ela busca.

Essa é a nossa função.

Forte e fraterno abraço.

 


Fonte: Artigos Administradores / O que nos motiva a aceitar uma proposta de marketing de rede?

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