O que se precisa para ser um bom funcionário?

O que se precisa para ser um bom funcionário?

Hoje em dia o padrão mudou, e os patrões esperam que os colaboradores trabalhem antes e depois de seus horários. Devemos aceitar isso?

Não bastam mais as 8h diárias de serviço, não basta mais fazer sua função; na cabeça do patrão, continuar a trabalhar antes e depois desse horário é que lhe define como bom funcionário. Não entendo essa lógica. O bom funcionário não é aquele que faz bem o seu trabalho, com qualidade e fidelidade? Que veste a camisa da empresa e busca sempre a melhoria contínua? Que usa o seu tempo de trabalho, na qual foi acordado com a empresa, para exercer bem suas funções e contribuir para o crescimento da mesma? Por que então precisa provar que, para ser bom, é preciso passar das horas obrigatórias para tal?

Desde quando esse limite pode e deve ser desrespeitado? Até que ponto essa exigência do dever cumprido deve ser requerido? São perguntas demais para respostas de menos. O que não pode acontecer é simplesmente fixar um ponto de excelência num quadrante que não cabe mais a empresa interferir. Sim, sei que um funcionário, principalmente o pró-ativo é aquele que sempre vai além do que se lhe é esperado, mas, até que ponto deixa-se de viver para somente cumprir as expectativas dos empregadores?

Convenhamos, são pouquíssimas as empresas que sabem que o colaborador também tem uma vida fora da empresa, ou você acha que ligações e mensagens tarde da noite ou pela madrugada são coisas “normais” do trabalho?

– “Mas minha função exige dedicação em tempo integral”, diria um executivo, ou, – “Se eu não responder este e-mail posso perder um cliente ou meu emprego”, indagaria outro. Como pode isto? Não é possível que a contemporaneidade chegue a um extremo desses de “deixe sua vida e viva para a empresa”, como é mais comum ouvir o jargão de “viver para trabalhar em vez de trabalhar para viver”.

Sei da importância dos negócios, principalmente na conjuntura atual, mas sem colaboradores saudáveis em suas vidas particulares, não espere saúde de rendimento em sua empresa e não adianta trocá-los como peças de tabuleiro porque o resultado será o mesmo.

É preciso haver mais humanidade nas organizações, mais humanidades dos “patrões”, menos chefes e mais líderes. Não vivemos mais no período de Taylor ou Fayol, as pessoas ainda querem ser pessoas, e tentam viver para isso, até mesmo estão dispostas a morrer por isso. Pense bem.


Fonte: Artigos Administradores / O que se precisa para ser um bom funcionário?

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