O Tesouro Direto e a caderneta de poupança

O Tesouro Direto e a caderneta de poupança

Este artigo reúne em pequenos itens, informações para poupadores com o objetivo de orientar a respeito da poupança, o prejuízo anual que causa e as opções para o poupador

Uma rápida pesquisa na internet mostra a frase “Fuja da poupança” como uma das que mais titularam reportagens e artigos sobre investimentos neste ano. E o alerta não é à toa. Modalidade mais popular de proteção ao patrimônio no País, com número próximo a 120 milhões de investidores, a caderneta de poupança está realmente apresentando péssimo desempenho. Seu rendimento em torno de 6% ao ano é totalmente absorvido pela inflação, que já supera a casa dos 9% no acumulado de 12 meses. Ou seja, a famosa poupança está entregando prejuízo ao investidor, pois a rentabilidade não acompanha o poder de compra do mercado. Mas não basta apenas “fugir da poupança” para não perder dinheiro.

É preciso escolher modalidade e, principalmente, ficar atento ao custo total de taxas cobradas a fim de garantir maior rendimento e manter a segurança característica da poupança, um dos principais requisitos desse grande volume de investidores em cadernetas. Na prateleira de investimentos conservadores e com remuneração superior, há um variado leque de opções ao alcance de todos os tipos, e bolsos, de poupadores. As taxas praticadas no mercado também são muitas, entre as quais, e mais pesadas, as de administração, entrada e saída, performance e despesas.

O ideal é pesquisar bastante para encontrar modalidade e taxa certas e, neste caso, “fugir do banco” onde se tem a conta corrente ou a poupança, se ele não tiver um portfólio variado a oferecer. Há muitas instituições tão seguras quanto os bancos e, melhor, especializadas apenas em investimentos, com taxas muito mais competitivas. Elas trabalham como um “shopping de investimentos”, oferecendo produtos de diversas instituições financeiras no balcão, onde o cliente pode optar pelas menores taxas. Como são bastantes focadas nessa área, seus profissionais mantêm uma relação mais próxima, conhecendo de perto a clientela e colocando na cesta de opções apenas as oportunidades  mais adequadas às necessidades de cada investidor.

Essas taxas variam de 0,5% a 4%, dependendo do tipo de produto e da instituição financeira, com impactos determinantes na rentabilidade. Se, por exemplo, o rendimento da modalidade de investimento escolhida girar em torno de 10% ao ano e a taxa total ficar em 0,5%, a opção é mais rentável quando comparada à poupança que, mesmo sem custo, paga apenas aqueles cerca de 6%. Mas se para o mesmo produto a taxa for de 4%, não vale a pena, pois sobram apenas 6% e ainda não está computada nessa conta a possibilidade de incidência de impostos,  como o Imposto de Renda (IR), que comem uma boa parte dos rendimentos e do qual a poupança também é isenta.

Entre as boas oportunidades para o investidor de poupança que já percebeu que não pode mais ficar perdendo dinheiro, estão os produtos de renda fixa, também conservadores e menos agressivos. Além de ter taxas pré-fixadas, eles contam ainda com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Credito) de até R$ 250.000,00 por CPF por instituição financeira. Ou seja, até esse valor o patrimônio é totalmente garantido em caso de falência da instituição administradora.

Destacam-se nas prateleiras de investimentos conservadores as LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), livres de IR como a caderneta; e o CDB (Certificado de Depósito Bancário), com alíquota de 17,5% de IR para prazo de aplicação acima de um ano. Todas oferecem rentabilidade muito superior à da poupança, mais do que o dobro. Numa conta rápida, o valor de R$ 2.000,00 aplicado na poupança renderia R$ 120,00 em um ano, sem contabilizar a inflação. Considerando o CDI base de 13,13% ao ano, essa mesma quantia aplicada em prazo idêntico e também sem efeito da inflação, garante rendimento de R$ 244,20 em LCA/LCI e de R$ 270,40 em CDB.  Apesar da incidência de IR no CDB, a vantagem é cristalina.

Poupança não é definitivamente um bom negocio  para quem procura um investimento de fato e só é justificável em determinadas situações. Para pessoas que precisam do patrimônio em curtíssimo prazo, com a finalidade de fazer uma viagem ou pagar alguma despesa, por exemplo, ela é a operação certa pela facilidade de movimentação do dinheiro e isenção de IR. No mais, a poupança deve ser evitada sempre e, especialmente, se a aplicação é de longo prazo e com valores significativos de investimento.


Fonte: Artigos Administradores / O Tesouro Direto e a caderneta de poupança

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