Opinião – Invista corretamente em sua aposentadora

Opinião – Invista corretamente em sua aposentadora

Seu papel é complementar a renda das pessoas que ganham acima do teto da previdência pública, com a intenção de manter seu padrão de vida atual, quando a fase de usufruto do benefício for atingida

A crise política e econômica pela qual passa nosso país traz consigo inúmeras consequências e preocupações, principalmente em relação ao futuro. A aposentadoria faz parte desse rol de preocupações, diante das incertezas e mudanças no sistema previdenciário, motivadas, sobretudo pelas transformações no mercado de trabalho e na estrutura familiar.

É nesse momento em que a previdência privada, sem dúvida passa a assumir papel de crescente relevância e estar entre os investimentos mais procurados para planejar o futuro.

Seu papel é complementar a renda das pessoas que ganham acima do teto da previdência pública, com a intenção de manter seu padrão de vida atual, quando a fase de usufruto do benefício for atingida.

Existem no mercado, vários planos previdenciários, dentre eles os mais comuns são, o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), a principal distinção entre eles está na tributação.

O PGBL é indicado para pessoas que declaram Imposto de Renda no formulário completo e querem aproveitar os benefícios fiscais pagando menos imposto anual. Contudo, quando ocorre o saque, tributa-se Imposto de Renda na totalidade do capital acumulado, conforme escolha do regime de tributação adotado pelo contribuinte.

O VGBL, inversamente é indicado para quem é isento ou faz declaração simplificada de IR e ainda pensa principalmente em planejamento sucessório, ou seja, transmissão de patrimônio a seus herdeiros. Uma vez que, o valor acumulado não entra para inventário ou espólio. Outro ponto importante do VGBL é na hora do saque, não há incidência de imposto sobre o capital, somente sobre o rendimento.

Outra relevante informação em que o investidor deve atentar-se é acerca das duas principais taxas cobradas nos planos de previdência privada. Uma delas é a taxa de administração financeira, que é cobrada anualmente e tem o percentual médio entre 1% a 2%, e a taxa de carregamento, que é arrecadada sobre cada contribuição do plano, variando em média entre 2% a 5%. Os grandes bancos trabalham com taxa de carregamento decrescente, ou seja, com o passar do tempo ela vai diminuído como forma de incentivo de permanência no fundo.

Alguns planos previdenciários são destinados a investidores mais sofisticados com perfil arrojado permitindo alocar até 49% do patrimônio em ações, lembrando que é indicado diminuir o percentual das aplicações mensais à medida que se envelhece, minimizando os riscos. Esse investimento lhe permite planejar o futuro de forma eficaz poupando mensalmente, podendo ajustar os valores de contribuições para mais ou menos, conforme seu orçamento, similar a um fundo de investimento. Além disso, não possui “come-cotas” tornando um interessante veículo para os investidores de longo prazo com a menor alíquota do mercado que é 10% (acima de 10 anos), o que o coloca em vantagem se comparado com os fundos, cuja alíquota mínima é de 15%.

E por fim, o investidor deve estar atento às armadilhas financeiras, seguradoras desconhecidas, promessas de rentabilidade exorbitantes, podem significar que o investidor corre risco. A tributação também pode se tornar um vilão, se não for tratada adequadamente para cada investidor. Contudo, existe solução caso o investidor não esteja confiante ou satisfeito, pois a previdência permite a portabilidade entre instituições sem cobrança de imposto.

Um especialista em investimento devidamente certificado e instituições idôneas poderão lhe auxiliar com a escolha do melhor plano de previdência, pois a previdência complementar poderá proporcionar uma vida tranquila após a aposentadoria para você e sua família.

Renart CabralCEA – Especialista em investimento pela ANBIMA e especialista em finanças pela UFRN.


Fonte: Notícias Administradores / Opinião – Invista corretamente em sua aposentadora

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