Os cuidados no momento de mudar o design da marca

Os cuidados no momento de mudar o design da marca

Profissionais dão dicas importantes para ajudar no momento de reformular a identidade visual da empresa

No último dia 1º de setembro, o Google anunciou ao mundo uma reformulação na identidade visual de algumas ações relacionadas aos serviços prestados. A mudança aconteceu com o objetivo de mostrar a quantidade de plataformas em que a companhia está presente. Com novas cores e fontes mais simples, a marca Google simboliza a segunda mudança em menos de dois anos.

É muito comum que as empresas busquem mudanças na identidade visual, seja porque está ultrapassada ou não possui o efeito desejado. O fato é que para a criação de uma nova marca são necessários cuidados e muito estudo aprofundado. Afinal, a identidade forte é um dos fatores responsáveis pelo sucesso de uma marca.

De acordo com o designer Lucas Saad, fundador e proprietário do estúdio Saad Brading+Desgin, para criar uma marca primeiramente é necessário considerar o contexto onde ela se encontra. “As necessidades não atendidas e o perfil do público-alvo, o cenário de mercado e suas tendências, conhecer a fundo os concorrentes (seus pontos fortes de fracos) e, por último, o que faz parte da essência da empresa e suas demais características são pontos essenciais”, diz.

A partir do cruzamento destes dados será possível traçar as diretrizes estratégicas que irão conduzir todas as decisões e manifestações da marca, indo desde a remodelagem do negócio, gestão, definição do portfólio de produtos e serviços, produção e pessoas até a criação de novos produtos e comunicação, preparando-a para o futuro. “Marca não é só um logotipo ou o nome de um produto. Além dos atributos funcionais, devemos pensar nos atributos emocionais que a marca deve trazer. Um produto pode ser copiado pelo seu concorrente, mas a marca é única”, explica Saad.

Já em casos de mudança de identidade, Saad explica que o ideal é que a marca esteja sempre observando as mudanças e tendências do mercado, além dos hábitos de compra do público e novas tecnologias. “Se as marcas quiserem estar preparadas para sobreviverem no futuro, devem abraçar as mudanças, devem reagir rapidamente, serem flexíveis e adaptáveis. Um bom exemplo são empresas como o Airbnb, Uber e Netflix, que estão mudando completamente a antiga forma de se fazer negócios em seus ramos de atuação”, pontua.

Além disso, outros momentos nos quais as empresas costumam considerar mudanças nas marcas encontram-se na criação de novos negócios, reposicionamento de mercado, identificação e criação de novas oportunidades, lançamento de novos produtos e serviços, alinhamento interno, entre outros. “A essência da empresa deve estar sempre presente, porém a linha estratégica pode mudar de acordo com as variáveis faladas anteriormente. Já em relação a identidade visual e verbal, não precisa necessariamente haver uma conexão com a marca antiga. A estratégia de branding deve ser a base para a tomada das decisões em relação à marca”, detalha.

Outro ponto é o fato de algumas marcas não se adaptarem à dinâmica da contemporaneidade, ou seja, marcas que não são flexíveis (não se adaptam aos diferentes perfis de clientes, as diferentes plataformas, veículos e pontos de contato) e que não dialogam com seus públicos. Marcas que não são transparentes, que possuem uma desconexão entre sua promessa (discurso) e a entrega (prática) – seja na cadeia produtiva, na relação com seus colaboradores, na comunicação – também estão entre alguns dos erros encontrados em marcas.


Fonte: Notícias Administradores / Os cuidados no momento de mudar o design da marca

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