Os impactos imperceptíveis da crise no ambiente empresarial.

Os impactos imperceptíveis da crise no ambiente empresarial.

Conheça importantes impactos provocados pela crise financeira nos resultados empresariais e veja como contorná-los.

Cada um não só pode como deve ser responsável pelo planejamento de seu próprio futuro. Atualmente, vivemos numa época em que não somente as empresas mas também as pessoas, estão cada dia mais planejando alcançar seus objetivos, sonhos e metas. Pesquisas resultantes das áreas da administração, da psicoterapia, dentre outras, confirmam a importância da mudança de atitudes com estabelecimento de novos objetivos para que haja crescimento com realizações de curto, médio e longo prazo.

No ambiente de rápidas mudanças em que vivemos, os desafios se tornaram crescentes mas também crescem as alternativas para o desenvolvimento dos indivíduos, dos profissionais e das empresas. Entretanto, poucos são ainda os que acessam e utilizam de forma consciente as reais vantagens dessa liberdade que, para a grande maioria, torna-se aterrorizante.

Afinal, como crer e prever um futuro mais estável ou seguro diante de um mundo tão turbulento e em constante mutação? Aqui vai a primeira dica: Desista de uma vez por todas de tentar controlar o futuro, o mercado e principalmente as pessoas. Aceite de forma tranquila e sem estresse que as coisas geralmente mudam e que atualmente vivemos todos na era da impermanência. E perceba o paradoxo: Agindo assim, você conseguirá manter o seu controle emocional – o que já é um enorme passo diante de tantas incertezas. Mas, isso não quer dizer que você e sua empresa não devem planejar ações e estratégias para conquistar crescimento e sustentabilidade ao longo do tempo. É claro que devem!

Porém, fazendo uma abordagem sobre o atual cenário da crise financeira no Brasil, percebemos que o planejamento, as estratégias de desenvolvimento e principalmente os investimentos de boa parte das empresas brasileiras estão sendo determinados e direcionados por acontecimentos negativos divulgados em massa pelas mídias e não pelos verdadeiros objetivos empresariais que comandam as tomadas de decisões genuínas rumo ao crescimento contínuo. Dessa forma, a insegurança ou a inércia costumam crescer diante dos fatos presenciados, dificultando a percepção do verdadeiro comprometimento com os objetivos estabelecidos nos planejamentos que embasam e fortalecem os resultados empresariais.

Por outro lado, a obtenção do verdadeiro compromisso com os resultados empresariais não é tão simples quanto parece. Existem fatores que podem promover o distanciamento dos planos traçados pelas empresas ou até mesmo a inexistência deles. Veja alguns:

a) Relutância em abandonar objetivos alternativos (não-escolhidos): Escolher um objetivo é implicitamente rejeitar outros. A menos que a empresa acredite fortemente na importância do compromisso original e em seu valor superior, outros objetivos irão com o passar do tempo e dos novos acontecimentos, enfraquecer, dominar e até eclipsar as decisões iniciais e os consequentes resultados esperados/previstos;

b) Insegurança e falta de autocontrole: Se as circunstâncias ou fatos decorrentes dos cenários da crise econômica levam boa parte das empresas a se sentirem como vítimas indefesas da situação, não há dúvida de que esses empresários terão imensa dificuldade para planejar e realizar suas ações de crescimento com grandes probabilidades de cortes nos investimentos fundamentais ou compromissos futuros. A realização de planos e o alcance dos objetivos na linha do tempo implicam necessariamente a existência de alta bagagem de autocontrole;

c) Medo do fracasso ou da perda de mercados: Caso não existam objetivos planejados na linha do tempo também não haverá risco de fracasso. Pode parecer insólito, mas assumir compromisso em relação a um estado futuro envolve um grande risco para a autoestima dos diretores caso o planejamento não seja atingido. Esse medo impede o estabelecimento e a execução dos planos necessários. Assim, muitas empresas se mantem no mercado sem que haja o mínimo planejamento para comportar crescimento futuro. Consequentemente, um grande percentual termina encerrando suas atividades antes mesmo de completar 05 anos de existência;

d) Ausência de autoconhecimento: É difícil escolher objetivos ou fazer planos quando não se conhece a si mesmo e quando não há acesso às próprias aspirações. A incongruência a respeito de si mesmo gera dúvidas em relação ao próprio futuro e total desconhecimento dos próprios valores;

e) Falta de conhecimento sobre o mercado: A ausência de conhecimento sobre as oportunidades disponíveis também pode produzir confusão e incapacidade para definição de objetivos nos quais haja verdadeiro empenho. Um fator importante para o estabelecimento desses objetivos é a pesquisa de recursos e oportunidaddes proporcionadas pelo mercado e o uso dessas informações para desenvolver ou redefinir os planos anteriores.

Além disso, cenários de crise são recorrentes e cíclicos na história do Brasil. Portanto, torna-se urgente a devida estruturação de habilidades e competências que promovem acesso individual à autosegurança, ao autocontrole e à autoliderança, dentro e fora das empresas.

É preciso selar compromisso com programas que promovam o autoconhecimento: um processo altamente necessário para nossa evolução como espécie. Através dele podemos avaliar todos os momentos em que “reagimos de fora para dentro” constantemente influenciados pelas mídias, pela concorrência, pelas redes sociais, pela ausência de boa educação ou sociabilidade empresarial, pelos noticiários negativos, pelas tendências de queda nas bolsas de valores, pelas falsas notícias da internet, pela corrupção ou ainda pela desaceleração de países como a China.

No contexto pessoal, social e empresarial torna-se cada dia mais urgente “agirmos de dentro para fora” mantendo contato direto com os próprios valores, com a consciência e com as crenças fortalecedoras. Somente assim, será finalmente possível, atuarmos como os verdadeiros autores da nossa história, reconhecendo sem esforço que tudo aquilo que fazemos ou deixamos de fazer em um dado momento, certamente afetará nossa capacidade de realização em algum momento futuro! 


Fonte: Artigos Administradores / Os impactos imperceptíveis da crise no ambiente empresarial.

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