Passou

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Sabe aquele sistema de CRM que te ajudava a gerir (ou pelo menos a tentar gerir) os clientes e que dedicava muito mais tempo a preencher do que conviver diretamente com eles? Ou aquele aparelho telefônico fixo que…

Sabe aquele sistema de CRM que te ajudava a gerir (ou pelo menos a tentar gerir) os clientes e que dedicava muito mais tempo a preencher do que conviver diretamente com eles? Ou aquele aparelho telefônico fixo que toda casa ou mesa de escritório tinha e nós tínhamos que andar até ele para atender a chamada e se quiséssemos mudar de lugar tínhamos que fazer uma transferência (mas na maioria das vezes caia a linha)? Ou aquele velhote aposentado que tinha um táxi também velho, sujo, cheio de coisas, onde o ar condicionado nunca era ligado e você chagava suando no seu destino, ou no mínimo despenteado? Sabe aquele emprego lowcost que não te leva a lugar nenhum, muito menos à felicidade e ainda menos à alguma perspectiva de vida? Sabe aquela agência de turismo que demora um tempão para te mandar um plano de viagem, ou que para fazer uma reserva demora o dobro? Ou aquela rádio que fala, fala, fala, como se os locutores fossem serem inteligentes acima da média, ou como se fossem comediantes minimamente interessantes? Ou aquele programa de televisão tipo reality show que mostra a vida bizarra de seres inferiores e as revistas que reproduzem as vidas dessas espécies toscas? Ou as notícias sobre a Ferrari do jogador de futebol, o cestinho de bebê da atriz de telenovela, ou o closet da esposa do empresário abastado, também ligado à política?

Tudo isso e muito mais já passou, já é passado. O que vemos é a inércia de entidades e formatos que tiverem o típico alge através do último suspiro. Como isso movimentou muito dinheiro (o deus dinheiro), há ainda muita quantidade de movimento fazendo a coisa andar, mas cada vez mais devagar, mais moribunda, mais menos.

Os jovens abaixo dos 35 anos (essa é a versão atual de jovem, porque as pessoas morrem muito mais tarde do que 100 anos atrás) não querem saber dessa mer…. toda, ainda bem, porque se não for assim o centro do mundo seria o que há de retrógrado, de péssimo e de pior daqui há alguns anos, mas não será. Porque passou.

Todo fim de uma era é assim, basta estudar história para perceber (mesmo não estudando, percebe-se o movimento, a dinâmica das coisas). Então aprendemos com os jovens que o trabalho não é mais integral, que as máquinas é que devem trabalhar, não os homens, qualquer mínima inteligência pensaria assim, o resto é adequação ao passado, reacionarismo inútil, apego.

Aliás, apego é uma coisa que também entra na lista, uma vez que bens, histórias e relacionamentos também entram nesta questão. Afinal é do apego que vem a ganância, que gerou tudo isso, que.. passou.

Ainda tem uns franco atiradores por aí, temos que tomar cuidado, eles querem nos levar para o passado, porque é a sua zona de conforto, mas basta evitá-los, eles morrem por conta própria, se fosse um víruas, chamava-se “desaquedacionite”. Quer saber, não tenho dó nem pena. Passou!


Fonte: Artigos Administradores / Passou

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