Políticas internas para gestão de riscos trabalhistas

Políticas internas para gestão de riscos trabalhistas

As políticas internas para gestão de riscos trabalhistas são medidas de gestão adequadas à realidade das relações de trabalho do Século XXI

Gestão de riscos trabalhistas consiste na adoção de politicas internas visando a melhor administração dos recursos humanos, reduzindo ao máximo não apenas o número de reclamatórias trabalhistas como também o “resultado financeiro” dessas reclamatórias. Falo em “resultado financeiro” e não em prejuízo proporcionado por reclamatórias trabalhistas, pois numa analise mais profunda do assunto há grande diferença nos conceitos.

Os dicionários conceituam prejuízo como “perda ou dano de qualquer natureza”; já prejuízo financeiramente ocorre quando se gasta mais do que se arrecada, de modo que podem haver situações onde mesmo quando se perde, ganha-se! E este é o ponto que eu gostaria de chegar! Quando se fala em gerir riscos é saber que é possível haver uma perda, mas isso não significa um prejuízo, ou seja, o que se arrecadou ainda foi maior do que o que se perdeu, de modo a não comprometer a vida financeira da empresa.

A implementação de politicas internas para a gestão de riscos trabalhistas apresenta-se como uma necessidade na governança corporativa, pois as relações sociais e de trabalho das ultimas 3 décadas mudaram mais do que durante toda a idade média, de modo que a própria legislação (CLT e Constituição da República) não consegue acompanhar essas mudanças.

Os novos gestores não podem administrar empresas do futuro com conceitos do passado, usando contratos tipo “formulário” obtidos na internet e tratar todo e qualquer trabalhador de forma igual. Novas e multifacetadas formas de trabalho exigem um modelo de gestão adequado a realidade do mercado de trabalho do Século XXI.

Por exemplo, apesar de ainda pender de aprovação do PLS nº 326/2014 que regulamenta o trabalho a distância, este já é uma realidade implementada por muitas empresas, com profissionais trabalhando no sistema home office. Outra prática comum e que vem se tornando motivo de conflitos entre empresários e colaboradores é o uso de redes sociais no ambiente de trabalho, isto, sem falarmos das situações em que as redes sociais são usadas como ferramentas de trabalho, como, por exemplo, para os que atuam com marketing digital.

Há conflitos, também, nas startups em razão de direitos autorais e sigilo profissional em decorrência do contrato de trabalho dos seus colaboradores (alguns empregados, outros autônomos). Ah, sem falar do uso do email corporativo e dos aplicativos de mensagem instantânea (como WhatsApp e Messenger) que são usado 24 horas por dias, 7 dias por semana para trocas de mensagem entre os trabalhadores, membros de equipes e chefias seja para tratarem de assuntos pertinentes ao trabalho, seja por pura diversão.

Contudo, apesar destes exemplos serem realidade em muitas empresas, pouquíssimas implementam politicas internas a bem de evitar ou minimizar futuros conflitos com seus colaboradores. É impossível gerenciar as relações de trabalham que compõem os novos serviços do Século XXI valendo-se de um modelo de contrato usado no século passado.

Imagine um empreendedor com ideias visionárias perdendo tudo o que conquistou porque, apesar de ter uma visão futurista de negócios, administra as modernas relações de trabalhado com base em conceitos ultrapassados.

As políticas internas para gestão de riscos trabalhistas não fazem um empresário necessariamente ganhar dinheiro, mas evitam que ele venha a perder tudo o que ganhou.

 


Fonte: Artigos Administradores / Políticas internas para gestão de riscos trabalhistas

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