Por que fui afetado pela crise?

Por que fui afetado pela crise?

Você viu que o mercado estava retraindo, que as pessoas mudavam seus comportamentos de compra, que a economia sofreu alterações, que o dólar disparou e o que você fez de diferente? Buscou alternativas e estratégias para manter seu crescimento ou preocupou-se ficando assustado, vendo apenas o problema e deixando de buscar alternativas diferentes? Ofereceu soluções diferentes ao mercado ou insistiu com as mesmas, reduzindo seu preço, rentabilidade, aumentando prazo e se endividando? Quanto você investiu em capacitação de sua equipe no último ano? E no desenvolvimento de suas habilidades de gestão? O que você desenvolveu para incentivar a apresentação de ideias por parte de seus colaboradores?

O outro lado da crise

Imagine a seguinte situação:

Você nunca teve problemas de saúde. Porém, optou por ter hábitos não tão saudáveis. Fuma, bebe, se automedica constantemente. Em festas e confraternizações, se excede na bebida, na comida, no cigarro e costuma trabalhar excessivamente.

Provavelmente, em longo prazo, você poderá desenvolver várias doenças, entre elas, doenças cardíacas, respiratórias, gastrointestinais, entre outras. Quando percebe que sua saúde está debilitada ou sentindo sintomas indesejados, procura um médico. Ele realiza um diagnóstico, talvez receite um medicamento, talvez até mesmo uma cirurgia.

Mas isso não impedirá você de fazer o que sempre fez. Você adquiriu um hábito que, mesmo apesar do susto, voltou a praticar. Talvez, inicialmente com menor incidência, mas conforme vai se sentindo seguro novamente, retoma seus hábitos até sua situação ficar crítica.

Agora imagine esta situação:

Você reclama que está com excesso de peso. Comeu mal a vida toda, não praticou exercícios, sempre foi sedentário, alimenta-se inadequadamente e exagera nos alimentos com excesso de calorias. Acha uma dieta na internet ou que uma pessoa conhecida falou, copia, mas não dá certo. Vai a um nutricionista, segue inicialmente as orientações, mas vive caindo em tentação. Às vezes, você até reduziu seu peso e se vangloriou com isso, mas logo retomou seus hábitos e voltou a aumentar seu peso.

O que tudo isso tem a ver com a crise?

Nas duas situações anteriores, a responsabilidade por sua saúde e imagem sempre foi sua. A decisão em se alimentar mal, ingerir bebida alcoólica exageradamente, não praticar exercícios, fumar, viver estressado etc, sempre foi sua. Você buscou remediar o efeito colateral, mas não aprendeu a mudar seu comportamento para evitar que voltasse ou até mesmo piorar os problemas identificados.

Em todo momento, você recebeu sinais de que algo estava errado. Dificilmente algo acontece de maneira tão inesperada.

Você reparou que sentia dores, náuseas, falta de ar ou até mesmo que suas roupas não serviam mais (considerando situações de saúde, conforme mencionado anteriormente). Assim como identificou que em algum momento deixou de reter talentos, perdeu clientes, reduziu sua competitividade, seus custos aumentaram, começou a se endividar.

Talvez tenha tentado remediar o efeito colateral, de alguma forma. Demitindo, reduzindo custos entre outras ações que considerou serem drásticas e adequadas para o momento. Mas se manteve a mesma forma de gestão, postura, crenças, foco e atitudes e, com isso, certamente obteve as mesmas respostas.

Para que se obtenha sucesso, é importante acompanhar as mudanças e fazer parte delas. Inovar não é apenas uma questão de se diferenciar, mas de acompanhar a mutação de forma orgânica que existe no mercado.

Não é porque seu vizinho pegou uma virose que você tem a obrigação de pegar. Se sua imunidade for maior ou se tiver o hábito de se precaver, provavelmente não a pegará.

Se você ouve falar que está havendo um surto de cólera, você muda seus hábitos, ferve a água, compra água mineral e toma todas as medidas possíveis para evitar ser contaminado, principalmente se algum vizinho, amigo ou parente tenha contraído a doença.

Você viu que o mercado estava retraindo, que as pessoas mudavam seus comportamentos de compra, que a economia sofreu alterações, que o dólar disparou e o que você fez de diferente? Buscou alternativas e estratégias para manter seu crescimento ou preocupou-se ficando assustado, vendo apenas o problema e deixando de buscar alternativas diferentes? Ofereceu soluções diferentes ao mercado ou insistiu com as mesmas, reduzindo seu preço, rentabilidade, aumentando prazo e se endividando? Quanto você investiu em capacitação de sua equipe no último ano? E no desenvolvimento de suas habilidades de gestão? O que você desenvolveu para incentivar a apresentação de ideias por parte de seus colaboradores?

Alguns empresários contratam consultorias neste momento e assim como um diagnóstico médico, normalmente trata-se o efeito colateral, busca-se resolver o problema, fazer a saúde corporativa voltar ao normal. Mas, e depois?

Através de um coach executivo competente, os empresários e executivos aprendem a identificar quais mudanças comportamentais estratégicas são necessárias para obter sucesso e melhorar seus resultados de forma sustentável, pois desenvolvem conjuntamente um plano de ação, antecipam riscos, identificam e potencializam suas habilidades e desenvolvem métodos eficazes de desenvolvimento bem como maneiras de elevar a motivação, sinergia e comprometimento da equipe.

Todos os profissionais podem ser eficazes desde que atuem no momento certo. A grande vantagem dos empresários participarem de processos de coaching executivo é o fato de elevarem seu autoconhecimento e de seu negócio, ampliando suas habilidades de liderança, gestão, de análise estratégica, aumento da criatividade e foco no futuro, em soluções que desejam obter, frente aos objetivos que almejam.

Reflita mais uma vez: quem é responsável pelos problemas e dificuldades que você tem encontrado em sua empresa? Se você teve a coragem para dar esta resposta, está preparado para voltar a ter sucesso. Vale a pena conversar com um coach executivo!


Fonte: Artigos Administradores / Por que fui afetado pela crise?

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