Por um 2016 melhor para o Brasil

Por um 2016 melhor para o Brasil

A poucos dias do fim de 2015, este que lhes escreve resolveu dar uma pausa nos escritos, fazer um balanço do ano e planejar o 2016 que se aproxima.

Foi um ano desafiador para pessoas, empresas e sociedade. Em vista disso, se tivéssemos que resumir 2015 em uma palavra, esta seria: retrocesso.

 

Uma vez que 2015 começou com inúmeras expectativas de um ano melhor para todos e, infelizmente, terminou num mar de lama literal para muitos brasileiros, não resta outra postura senão refletirmos sobre o que deu errado, corrigirmos as falhas e planejarmos projetos e ações que eliminem as causas do retrocesso e reconduzam o Brasil ao desenvolvimento econômico-social de outrora e ao status de país que pensa e constrói 50 anos em 5.

 

Numa nação como a nossa, que possui o quinto maior mercado consumidor do mundo, uma das 10 maiores economias e que detém fatores de produção (terra, mão de obra e capital) em quantidade suficiente para desenvolver vantagens competitivas sustentáveis, é de se lamentar que fantasmas de um passado recente, como o desemprego e a estagflação, tenham se combinado com a incompetência político-gerencial dos que nos governam, inviabilizando planos, frustrando expectativas e deprimindo o moral de toda uma coletividade.

 

Contudo, 2015 não foi um ano só de más notícias para o Brasil. 2015 também foi um ano de desconstrução de mitos.

 

Antes, servidores públicos não eram presos, gestores públicos se achavam intocáveis, empresas estatais se consideravam maiores e melhores que os mercados em que atuavam e políticos estavam acima da lei e da ordem. Hoje, já podemos dizer que tais mitos são coisas do passado, graças à ação conjunta de pessoas e instituições contra o patrimonialismo que recrudesceu na Administração Pública nos últimos anos.

 

Bom exemplo de que espírito público e compromisso social ainda persistem em muitos agentes públicos é o do Juiz Sérgio Moro: ele não recuou, tampouco se calou por conta de tentativas de cooptação e de perseguição política de alguns que pensam que qualquer servidor público vende sua alma ao diabo e se submete em troca de cargos, regalias e proteções. Graças a esse misto de crença em seu ofício, dedicação e disciplina, Sérgio Moro tornou-se um exemplo para todos os que acreditam em que, na fé, com trabalho e com administração pessoal, é possível tornar o impossível possível.

 

À luz do exposto, fica o desejo de que 2016 seja um ano muito melhor do que 2015 foi até então. Para tanto, tornemo-nos a mudança que queremos para o mundo e tenhamos a seguinte meta SMART (eSpecífica, Mensurável, Atingível, Realista e Temporal) em nossas vidas: tornar-se 1% melhor, como pessoa, profissional e cidadão, em relação ao dia anterior durante 1 ano. Se conseguirmos atingir essa meta, conquistaremos um montante de capital humano equivalente a (1,01)365 = 37,7834 = 3.778,34% do capital humano principal.

 

Um forte abraço a todos e um 2016 de muita saúde, proteção divina e sabedoria para todos nós, além da gratidão deste que lhes escreve aos amigos, à família, aos seguidores e à Auditoria Interna da ANS, que é o que de melhor a Agência tem na atualidade.


Fonte: Artigos Administradores / Por um 2016 melhor para o Brasil

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