Precisamos ir além na política

Precisamos ir além na política

Para mudar os rumos da política em nosso país, seria suficiente extirpar de nossa cultura o “jeitinho brasileiro”, votar em candidatos ficha limpa, discutir política e protestar em redes sociais ou nas ruas?

No dia 04 de março, vimos um dos principais símbolos políticos do país, o ex-presidente Lula, ser conduzido pela Polícia Federal para depor sobre supostos crimes de corrupção. Esse acontecimento intensificou ainda mais as discussões em relação à política no Brasil. Uma das vertentes dessa discussão é sobre mudar o Brasil a partir da alteração dos nossos próprios comportamentos, e nesse sentido, encabeça a lista de maus comportamentos, o “jeitinho brasileiro”. Porém, cada dia que passa, fica mais evidente que a solução para os nossos problemas vai além de um comportamento digno.

“Se você agir sempre com dignidade, talvez não consiga mudar o mundo, mas será um canalha a menos.” John F. Kennedy

Não podemos desprezar a importância de se ter um canalha a menos num mundo, principalmente num país, tomado por canalhas em diversos segmentos, não só no político. Também, não podemos achar que a solução para mudar o Brasil se resume a extirpar de nossa cultura o “jeitinho brasileiro”, votar em candidatos ficha limpa, discutir política e protestar em redes sociais ou nas ruas. Precisamos urgente evoluir no entendimento do funcionamento do nosso sistema político, para reduzirmos nossa margem de erro e de fato influenciar os rumos da nossa nação.

O voto de protesto em personalidades, que levam juntos por consciente eleitoral alguns canalhas, possivelmente não é a maior prova da nossa ignorância política. É verdade que a cada ciclo estamos evoluindo e escolhendo com mais cuidado os nossos candidatos, mas após a posse esperamos que eles atuem de forma heroica, sem avaliar o contexto o qual foram inseridos. Então assistimos atuações resumidas a discursos calorosos na tribuna de um Congresso vazio, posts em redes sociais ou colunas de jornais sem nenhuma aplicação prática e projetos que nunca se tornam leis.

Quase sempre, frustrados, acreditamos que tudo o que ouvimos era propaganda enganosa e esquecemos que os deputados e vereadores, mesmo os honestos, acabam se tornando reféns do processo político. Ao comporem a bancada do seu partido, eles precisam enfrentar a burocracia do legislativo e principalmente, respeitar as regras e orientações comuns dadas pela sua sigla. Não é necessário pensar muito para lembrarmos que a cúpula dos partidos é tomada pelos chamados “caciques”, que normalmente são políticos tradicionais, quase sempre ficha suja e tomados pelos mais sórdidos interesses.

A importância de conhecermos essa dinâmica é trazer a luz que dentro do nosso sistema político, pouco mudaremos se nos limitarmos ao voto, intermináveis discussões ou manifestações. Precisamos nos envolver mais, e o caminho mais promissor dentro do sistema político, embora não pareça, são os partidos políticos. Nesse sentido, nossa missão é estuda-los, entender o que melhor representa nossas crenças, não importando seu tamanho, e nos filiar, pois depois de filiados teremos a oportunidade de participar das discussões internas, propagarmos suas ideias e contribuir para o seu crescimento. Com voz ativa em partidos sólidos e “sadios”, conseguiremos ter maior poder de influencia sobre o direcionamento da bancada no congresso. Assim poderemos acreditar que alcançaremos uma representação de fato digna, para nossa população.

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Fonte: Artigos Administradores / Precisamos ir além na política

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