Programas para jovens, grandes aliados para a retenção de talentos

Programas para jovens, grandes aliados para a retenção de talentos

Pesquisa da IBM, feita em 2015, revelou que 42% da geração Y deixariam o trabalho atual se tivessem uma oferta de trabalho em um ambiente mais inovador e com maior salário

Uma das maiores dificuldades das empresas nos dias de hoje é a retenção de talentos – principalmente quando se trata de jovens. A geração Y é movida pela mudança e quer sempre novos desafios na vida pessoal e no trabalho.  A IBM realizou uma pesquisa, em 2015, que revelou que 42% da geração Y, deixariam o trabalho atual se tivessem uma oferta de trabalho em um ambiente mais inovador e com maior salário.

Esta realidade pode ser diferente quando se trata dos jovens que ingressam no mundo do trabalho pelo Programa Jovem AprendizElessonham em ser efetivados pela empresa em que realizam a Atividade Prática, ou seja, querem aprender e fazer carreira. No Espro – Ensino Social Profissionalizante, 84% jovens são efetivados após o fim contrato especial de trabalho.

Um desses casos de sucesso é o jovem Janderson Alexandre, de 21 anos, que nasceu em Ipojuca – Pernambuco e após concluir o ensino médio, fez um curso de Construção Naval, conseguiu seu primeiro emprego como Operador de Máquinas e tinha o sonho de cursar Engenharia Mecânica. Como não conseguia conciliar o trabalho e estudo, buscou uma forma de fazer as duas coisas e encontrou no Programa Jovem Aprendiz do Espro a solução para o seu dilema.

Ele ingressou na Bunge Alimentos, onde começou na área de Manutenção e realizava atividades simples. De vez em quando acompanhava a rotina de um dos estagiários, o que fez com que ele, que já estava cursando Engenharia, fosse contratado como estagiário também. Para ele o diferencial foi não ter recusado nenhum tipo de tarefa, principalmente as mais complexas. Hoje, Janderson atua no planejamento, programação elétrica e mecânica, além da lubrificação e refrigeração da fábrica.

Outra pesquisa, realizada pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), mostra que as empresas entendem e adéquam suas políticas de gestão de pessoas, principalmente para lidar com a geração Y. O estudo revela que 40% das empresas adotam o horário flexível como estratégia para reter os jovens e 34,5% criam planos de carreira específicos para estes jovens.  

Fatores que também determinam a permanência do jovem em uma empresa são a missão, os valores que ela representa e os feedbacks dados frequentemente. Envolvê-los em reuniões decisivas, apresentar os processos da empresa, contribuir para que eles transitem por áreas da empresa fazem a diferença para a permanência deles no trabalho.

Geralmente a geração Y é mais engajada com causa e são idealistas, fazem o que gostam e acreditam. A Fundação Instituto de Administração da USP (FIA) realizou um levantamento que mostrou 99% dos jovens entrevistados se mantêm envolvidos em atividades que gostam e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. 

Para reter talentos!

Mostre ao colaborador que ele pode ter um plano de carreira dentro da empresa e que você vai investir no potencial e crescimento dele;

– Dê espaço para que ele crie novos projetos e desenvolva habilidades e competências;

– Escute sugestões e dê mais autonomia;

– Estimule o lazer e promova eventos para a melhoria no clima no ambiente de trabalho;

-Dê esta tarefa aos gerentes, coordenadores e supervisores. Atrele indicadores e bônus a quem conseguir reter mais talentos;

-Ofereça qualidade de vida no trabalho;

-Faça um plano de sucessão que mostre a evolução dos colaboradores de forma clara;

– Engaje;

-Invista em profissionais talentos e com grande potencial de crescimento;

-Possibilite oportunidades internas, de mudança de área, cargo ou região.

A valorização de pessoas está totalmente ligada à retenção de talentos, pois o colaborador feliz permanece na empresa, recomenda e promove transformações.  Dar a autonomia deixa o funcionário como corresponsável pelo seu projeto de carreira e muitos ainda veem os cargos de gestão como prioridade. Segundo o grupo DMRH, especializado em recursos humanos, a geração Y ocupa cerca de 20% dos cargos de gerência das firmas instaladas no Brasil.

A Delloite realizou uma pesquisa com CEOs e superintendentes de 456 empresas em todo o Brasil,  que revela que 66% das empresas entrevistadas querem criar um programa para treinamentos para novos talentos, o que possibilita que os colaboradores sejam capacitados, cresçam e permaneçam na empresa por mais tempo.

De qualquer forma, reter talentos ainda é uma tarefa difícil para qualquer empresa, por isso é preciso investir pesado no desenvolvimento deste profissional e o Programa Jovem Aprendiz é um grande aliado para isso se concretizar. Ano a ano, novos talentos  surgem, só no Espro, por exemplo, foram mais de 17 mil em 2014. É neste momento que ele vai se descobrir e decidir sobre a carreira que quer seguir e a empresa pode notar quem mais se destacou durante o programa. Muitos deles acabam sendo efetivados e até se tornam gestores na mesma empresa em que realizaram o Programa Jovem Aprendiz.  Estimular os iniciantes, introduzindo a cultura da corporação desde seus primeiros dias de contato com o mundo do trabalho, será primordial – além do envolvimento do jovem, é claro – para a identificação de novos profissionais promissores que só terão a contribuir no time, além de fazer notar sua evolução no âmbito tanto pessoal como do trabalho. É uma relação ganha-ganha em que se vale a pena investir.


Fonte: Artigos Administradores / Programas para jovens, grandes aliados para a retenção de talentos

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