Quando a demissão é causada pelo comportamento

Quando a demissão é causada pelo comportamento

Dados estatísticos indicam que a grande maioria dos desligamentos são acarretados por problemas de comportamento. Você sabe como resolver este problema? Leia e confira

Em 2014 o DIEESE publicou uma pesquisa sobre a rotatividade no Brasil que constatou uma taxa global de 63,7% (em 2013), sendo que, 43,4% dos desligamentos teriam ocorrido por iniciativa do contratante. Além disto, também foi apurado que, no Brasil, o tempo médio de permanência no mesmo emprego de profissionais com vínculo CLT era de 3 anos, o que é um tempo muito baixo se considerarmos outros países como Itália e Portugal (13 anos), França e Alemanha (12 anos) e Dinamarca (9 anos). Ficamos apenas um pouco mais próximos dos EUA (5 anos), mas devemos considerar que este é um país reconhecido pela flexibilidade na legislação trabalhista.

Na mesma época, outra pesquisa realizada concluiu que 34% dos desligamentos ocorriam por “baixo desempenho”, 26% por “falta de adequação à cultura da empresa”, 16% por “problemas de relacionamento com a equipe”, 12% por “atrasos e faltas”, 10% por “relacionamento ruim com o superior”, e 2% por “outros motivos”.

Ou seja, se considerarmos que “falta de adequação à cultura da empresa”, “problemas de relacionamento”, “atrasos e faltas”, e “relacionamento ruim com o superior” são questões comportamentais, podemos concluir que 64% dos desligamentos ocorreram por este fator.

Mas ouso dizer que, na prática, o índice de desligamentos acarretados por questões comportamentais ainda é muito maior do que apenas 64%, pois o “baixo desempenho” pode ter sido acarretado por diversos fatores.

Um profissional pode ter “baixo desempenho” porque está desmotivado e não se empenha o suficiente na busca por resultados, ou porque tem dificuldade para relacionar-se com as pessoas que podem auxiliá-lo, ou, até mesmo, porque tem algum déficit cognitivo que faz com que tenha dificuldades para assimilar os conhecimentos necessários para atingir seus objetivos.

Fato é que competências técnicas podem ser facilmente avaliadas em um processo seletivo ou treinadas em um bom programa de capacitação. Ou seja, no conceito de “competência”, o “saber” e o “saber fazer” podem ser desenvolvidos, mas o “fazer” depende de um componente que está além do poder da empresa, pois depende da VONTADE do profissional.

Por isto, é claro que a grande maioria dos desligamentos ocorrem, na verdade, por dificuldades, limitações, ou até desinteresse do profissional. Ou seja, o fator comportamental ainda é predominante na performance individual e, consequentemente, coletiva.

Treinamentos comportamentais são grandes trunfos corporativos, mas é indiscutível que a solução para este problema começa em um processo de Recrutamento e Seleção muito bem elaborado. Fatores técnicos devem ser explorados sim, mas competências comportamentais e compatibilidade de valores, ainda são fatores decisivos, não somente para a permanência de um profissional na empresa, mas também, para que o desempenho do mesmo realmente agregue para os resultados corporativos.

Pense nisto!


Fonte: Artigos Administradores / Quando a demissão é causada pelo comportamento

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