Que venham as máquinas

Que venham as máquinas

Dê uma volta de olhos ao seu redor, repare que os equipamentos tecnológicos estão nos rodeando, trabalhando, respondendo aos nossos inputs, nos alegrando, ajudando, dando prazer

Dê uma volta de olhos ao seu redor, repare que os equipamentos tecnológicos estão nos rodeando, trabalhando, respondendo aos nossos inputs, nos alegrando, ajudando, dando prazer. É verdade, são bilhões de pessoas nas redes sociais se divertindo, um robô fazendo seu jantar em cima do balcão da cozinha, o aspirador que anda sozinho pela casa, o carro que pára a música para você falar com outra pessoa (porque chamam isso de telefone eu ainda não sei, é uma chamada, um contato…). Também é a vending machine que te dá um lanche, um café, ou o aplicativo que te chama um transporte evoluído (não aqueles dinossauros que chamávamos de táxi).

Cada situação mencionada acima dá conteúdo para páginas e mais páginas, e é tudo real, agora, não é ficção, como será daqui uns cinco ou dez anos?

Um festival de resistências e um festival de aderências. A mudança causa sempre um turbilhão parecido com o caos, mas e se a mudança for a regra? Administramos o caos e ele passa e chamar-se complexidade, é isso, bem-vindo à complexidade! Ela é análoga à uma corrida com gente de vários biótipos, os mais pesados reclamam, desistem, os mais leves e preparados fazem o percurso, os atletas ganham as medalhas.

Mas isso vai gerar muito desemprego, dizem os humanistas, então é melhor, como humanistas que são, que ajudem a pensar em novas formas de vida com menos trabalho, coisa que nenhum governo do mundo está preparado para gerir, quem sabe assim, ao invés de também fazerem parte do problema, passem a fazer parte da solução.

Imagine que a hospedagem compartilhada na casa de outras pessoas irá ultrapassar o número de leitos e todos hotéis do mundo em cinco anos, sendo o turismo o maior mercado do planeta, o quanto a mudança do estilo óbvio, linear, para o estilo complexo vai impactar nas economias. Vai todo mundo sair na pancadaria tipo a atual “Uberfobia”?

Os governos que sempre viveram dos seus projetos de infraestruturas (saúde, transporte, educação, segurança), terão foco e visibilidade dentro destes novos formatos? Terão que ter mais e mais leis, mais e mais pilhas de processos para julgar? A sensação é que estão jogando xadrez na eminência de tomarem um xeque-mate e nem se dão conta disso, ficam se divertindo manipulando as massas com a teoria dos jogos, mas esquecem que ela não se aplica para a inovação, nem para o marketing e essas duas coisas juntas atraem energia suficiente para mudar tudo, para o bel-prazer dos comuns mortais.

Além disso as máquinas também irão substituir os séquitos dos políticos, não haverá justificativa para tanto nepotismo e disso eles também não se dão conta, coitados.

Aos humanistas dou uma dica, as gerações atuais estão mais para a experiência do que para os bens materiais, talvez seja esta a indicação do caminho a seguir, reorganizar as sociedades para a vida com menos recursos e ainda assim com mais qualidade.

Ao que tudo indica, as máquinas importantes e desejadas não serão as Ferraris e Porches dos bacanudos que hoje passam com elas por cima de tudo e de todos.


Fonte: Artigos Administradores / Que venham as máquinas

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