Queremos viver no Brasil da propaganda da Dilma

Queremos viver no Brasil da propaganda da Dilma

Nós brasileiros queremos, podemos e devemos viver no país da propaganda da Dilma, e não no país que ela nos entregou.

Dia 12 de maio de 2016. Mais do que um dia, esse será um marco da retomada da esperança de milhões de brasileiros, pois será o dia em que a Presidente Dilma dará lugar a seu sucessor, cujos desafios a serem enfrentados são bem reais e muito distintos da propaganda eleitoral que elegeu Dilma em 2014.

 

Lamentavelmente, o país que nos resta não é o país da propaganda eleitoral de Dilma, segundo a qual a inflação está sob controle, a economia cresce solidamente, as contas e a dívida públicas estão sob controle, onde todos têm um emprego digno, uma renda justa e vivem num país com serviços públicos de qualidade, seguro e onde a meritocracia e o trabalho árduo se sobrepõem ao compadrio e à malandragem.

 

Não, caros leitores. O país que nos resta é o país da estagflação, do déficit persistente das contas públicas e do crescimento preocupante da dívida federal, no qual cerca de 11 milhões de pessoas estão desempregadas, outros milhões estão desocupados e alguns outros milhões vivem nas ruas, nas encostas dos morros e nas favelas. Vivemos num país no qual os serviços públicos são precários, a violência é estarrecedora e onde precisamos pagar duas vezes (tributos + mensalidade) para termos acesso à educação e saúde dignas. O país em que vivemos é o país em que o gerencialismo na Administração perdeu vez e voz para o patrimonialismo e onde o jeitinho e a contabilidade criativa suplantaram a nação dos 50 anos em 5.

 

Quem lhes escreve este texto não é um tucano, um peemedebista, tampouco um fisiologista ou corporativista de um desses partidos que apoiam quaisquer governos mediante cargos e recursos públicos.

 

Quem lhes escreve é um cidadão brasileiro, originário de família humilde e sacrificada, porém provida de princípios e valores, algo que quaisquer dinheiro e meia dúzia de amigos influentes e diplomas não são capazes de comprar. Quem lhes escreve nasceu na Baixada Fluminense, viveu sua infância e adolescência no subúrbio carioca, estudou os ensinos fundamental e médio em escolas públicas, cursou Engenharia Química na UFRJ e na UERJ, mas que abdicou do status de uma Engenharia e de duas universidades públicas para buscar a autorrealização pessoal e profissional na Administração, optando por cursá-la em universidade privada.

 

Quem lhes escreve foi aprovado e admitido por concurso público em duas autarquias federais e uma empresa estatal na base dos estudos, e não do compadrio ou do apadrinhamento. Quem lhes escreve pediu demissão dessa empresa estatal por acreditar que status, poder e falsos amigos que surgem e desaparecem conforme aqueles dois vêm e vão não nos tornam pessoas e profissionais melhores, no máximo dissimulam o vazio existencial que nos aprisiona e nos conforma em troca de meia dúzia de regalias.

 

Quem lhes escreve não se conforma com a corrupção, com a partidarização do aparelho do Estado e com o clima de “guerra de nervos” que se instalou em diversos órgãos e entidades públicos nos últimos anos, devido à formação de “trincheiras ideológicas” que só causam distorções funcionais e de valores no verdadeiro sentido do Serviço Público e do que é ser um servidor público, que consiste em bem servir a sociedade por meio de uma prestação de serviços eficiente, eficaz, efetiva, ética e transparente.

 

Em vista disso, fica o seguinte desejo de um cidadão brasileiro que serve como cobrança ao próximo Presidente do Brasil: o de que não venda sonhos e entregue pesadelos, e sim entregue ao fim de seu mandato um país mais competitivo, justo, ético e respeitável perante as demais nações mundiais, construído na base da fé no futuro, da disciplina do trabalho e da determinação em fazer cada vez mais e melhor. Em outras palavras, nós brasileiros queremos, podemos e devemos viver no país da propaganda da Dilma, e não no país que ela nos entregou.

 

Um forte abraço a todos, tchau querida, bem-vindo Temer e fiquem com Deus!

 

:.


Fonte: Artigos Administradores / Queremos viver no Brasil da propaganda da Dilma

Os comentários estão fechados.