Recolocação profissional: um bicho de sete cabeças?

Recolocação profissional: um bicho de sete cabeças?

Disponível no mercado de trabalho? E agora, o que fazer, por onde começar? Vem comigo!

              “O medo é mudo; os aterrorizados falam pouco, parece que o  horror diz silêncio!” Victor Hugo

             

                 O desejo e sonho de encontrar uma nova posição no mercado de trabalho está se transformando num doce sonho de milhões de brasileiros que  desconheciam o significado da palavra CRISE. Durante décadas nosso país foi considerado o berço das oportunidades e do crescimento econômico, financeiro e profissional. Ano após ano,  milhares de profissionais escolhiam as melhores oportunidades e as melhores empresas a fim de construírem uma carreira ascendente baseada em muita oferta de oportunidades e baixa demanda de profissionais qualificados: um verdadeiro parque de diversões, nem precisava se esforçar tanto assim. Basta ver que certamente assim como eu, você caro leitor deve ter se perguntado muitas vezes como aquele colega sem tanta qualificação ou competência havia conseguido ocupar esta/aquela posição em determinada empresa. E pior, também deve ter escutado de algum gestor o mesmo que eu: – …fazer o quê? O mercado não tem o número necessário de profissionais suficientemente preparados para tantas oportunidades ;).

                 Porém, contudo, todavia tudo que sobe desce e eu cá, no alto dos meus 41 anos já vi o mercado subir e descer algumas vezes, algumas crises, mudanças de moedas, mas não é que tudo parece novo agora?

                 De acordo com as últimas estatísticas do mercado profissional brasileiro:

–   11 em cada 100 profissionais não conseguem encontrar um empregador hoje;

–  10 milhões de desempregados a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho (fonte:IBGE).

               Com este cenário o MEDO de sentir-se incapaz perante a família, amigos, ex-colegas cobriu com uma nuvem negra a cabeça de muita gente boa que acabou retornando ao mercado de trabalho sem saber direito por onde começar. E novos desafios nasceram: como acessar seu networking, administrar as finanças neste período, o que e como atualizar o curriculum que está guardado e desatualizado há anos em alguma pastinha no fundo do drive, entender como se posicionar no mercado e um “catatau” de novidades que eram vistas e acompanhadas em posts de dicas no facebook nos intervalos de reuniões.

                 Mas não tem jeito, o “pulo do gato” é olhar este bicho no olho, respirar 2, 3, 10 vezes e segurar na mão de Deus que tudo vai dar certo. Acrescenta aí bom humor, chama a família para entender a situação e pedir apoio mesmo, pois  não há bem que sempre dure mas não há mal que não acabe. Ou seja, acredite VAI PASSAR!

  1.  Atualize seu curriculum: -Lembre-se que deve ter no máximo 2 páginas, invista tempo e energia para apresentar seu potencial e chamar a atenção do recrutador nos 20 primeiros segundos de leitura. Dê um destaque especial nas realizações profissionais apontando os problemas que você ajudou a resolver no seu emprego anterior,os processos implantados a partir da sua ação e é claro, os resultados obtidos. Com isto, já vai sair ganhando pontos extras na seleção.
  2. Prepare suas finanças: – Isto ajudará a tomar decisões mais acertadas. Afinal de contas, se tiver uma previsão de despesas para este período poderá escolher as melhores oportunidades ao invés de acabar aceitando o que vier primeiro. Reservar uma parte para qualificar-se pode ser um ponto positivo para novos empregadores e ainda de bônus vai ampliar sua rede de relacionamento. 😉
  3. Invista no auto-conhecimento: Já dizia Sócrates: “Conhece a ti mesmo.” Aproveite este momento de parada obrigatória para construir aquela apresentação matadora destacando seus principais valores e competências respondendo a pergunta: – Por que temos que te contratar?
  4. Posicione-se. Estude, reflita e esteja pronto para responder questões como: Quais são as necessidades mais urgentes nas empresas hoje? Qual é o perfil de profissional mais buscado na sua área hoje? Que competências estão em alta?
  5. Caia de cabeça no networking. Começando a carreira? Você tem 5 minutos para contar sua história. Já tem experiência? Não ultrapasse 10 minutos. E lembre-se: vá atrás de pessoas que você também pode beneficiar, afinal de contas networking é uma via de mão dupla.
  6. Invista na inteligência emocional. Perceba o cenário, você não é o único que está passando por este momento. Aproveite esta parada, faça um “balanço”, realize aquela mudança que você tem adiado por falta de tempo e dê aquele up na carreira.

              E então, recolocação profissional ainda é um bicho de sete cabeças? Curta este artigo, compartilhe com seus amigos e ajude outras pessoas a re-inventarem este momento tão especial de suas carreiras.


Fonte: Artigos Administradores / Recolocação profissional: um bicho de sete cabeças?

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