Recordar é viver: organizações formais e informais

Recordar é viver: organizações formais e informais

Qual é a importância de sabermos a diferença entre esses dois tipos de organizações?

Um dos temas que costumam ser tratados nos cursos ligados à área de gestão, e que se mostra tão vivo em nosso cotidiano, é o das organizações formais e informais.

 

E o que vem a ser isso?

 

De maneira resumida, enquanto as organizações formais são agrupamentos de recursos expressamente previstos em documentos, normas e regulamentos, as organizações informais são agrupamentos de recursos, sobretudo os recursos humanos, que integram de maneira tácita as organizações formais e que não são uma consequência direta das normas e regulamentos que regem as organizações formais.

 

Para ilustrar o disposto acima, a origem de cada um desses dois tipos de organizações será pormenorizada abaixo.

 

Toda organização formal se estrutura em grupos de processos interrelacionados e interdependentes entre si, de maneira a entregar uma proposta de valor ao público-alvo do negócio. A isso, denomina-se cadeia de valor, sendo a base desse tipo de organização.

 

Segundo Michael Porter, uma cadeia de valor genérica é composta por dois segmentos de atividades: as atividades finalísticas (voltadas diretamente para a geração de valor ao cliente do negócio organizacional) e as atividades de apoio (também conhecidas como atividades-meio, estando voltadas para o suporte às demais atividades organizacionais).

 

Ainda segundo Porter, são exemplos da cada um desses segmentos as seguintes atividades:

 

I – Atividades finalísticas

 

  • Logística de suprimentos;
  • Operações (produção);
  • Logística de distribuição;
  • Marketing e vendas; e
  • Serviços pós-venda.

 

II – Atividades de apoio

 

  • Infraestrutura;
  • Desenvolvimento tecnológico;
  • Gestão de recursos humanos; e
  • Aquisições/compras.

 

Contudo, não podemos esquecer que toda organização formal é um sistema sociotécnico composto por pessoas. E as pessoas possuem sentimentos, necessidades, anseios e interesses próprios. Quando isso encontra algum ponto de intersecção entre colaboradores distintos na organização formal, ainda que não sejam clientes diretos uns dos outros, surgem relacionamentos e interações que resultam em agrupamentos informais, cujos valores, crenças e modus operandi podem ou não ser convergentes com os da organização formal. Eis a origem das organizações informais.

 

Dessa forma, entende-se, por exemplo, por que um analista de risco pode exercer mais influência sobre um técnico de suprimentos do que o próprio gestor deste, ou esse técnico exercer muita influência sobre um especialista em recursos humanos, que, por sua vez, pode exercer influência substancial sobre um controller.

 

E qual é a importância de sabermos a diferença entre esses dois tipos de organizações?

 

Pois bem. No caso das organizações formais, saber como elas se estruturam para entregarem valor ao seu público-alvo possibilita otimizar os resultados dessa cadeia de valor pelo emprego do recurso certo no lugar certo e no momento certo.

 

No que tange às organizações informais, saber identificá-las e explicá-las permite que atuemos preventivamente sobre disfunções nas organizações formais advindas da divergência de interesses e objetivos entre estas organizações e aquelas.

 

Portanto, não podemos ignorar a importância desse tema essencial ao entendimento de como se estruturam, formal e informalmente, entidades públicas e privadas. Caso contrário, o ovo da serpente estará posto e mensalões, petrolões, dentre outras disfunções sistêmicas, poderão conduzir empresas à falência e organizações públicas e, por conseguinte, o próprio Estado nacional ao caos.

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!  


Fonte: Artigos Administradores / Recordar é viver: organizações formais e informais

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