Recrutamento e seleção: uma estratégia ou uma operação?

Recrutamento e seleção: uma estratégia ou uma operação?

Reflexões acerca de uma atitude mais estratégica ao planejar, recrutar e selecionar as pessoas

A identidade de uma empresa pode ser transmitida por meio de sua missão, visão, valores, cultura e clima organizacional. E por mais que alguns executivos sejam tentados a copiar modelos de sucesso, cada empresa tem a sua identidade: a maneira como determina as suas relações com os clientes, funcionários e fornecedores. O modo como gere as diversidades, se inova proativamente ou reage diante das demandas.

Esse deve ser o foco da área de Gestão de Pessoas, quando assume um desafio: entender bem sobre o negócio. Enquanto área de apoio e suporte ao executivo, fundamental que entenda amplamente o mercado em que o negócio está atuando, a fim de contribuir para o melhor engajamento das pessoas, melhor ambiente e resultado. E isso não ocorre como mágica, mas por meio de um trabalho sistematizado, que liga estratégia e execução. 

Por exemplo, baseando-se nas tarefas que serão desenvolvidas no dia-a-dia da área de Recrutamento & Seleção, deve-se definir o problema que o profissional resolverá, além de entender quais são os conhecimentos, habilidades e atitudes* necessários para resolver o desafio, lembrando-se que cada vez mais, também é preciso se perguntar: Qual é a empresa que este candidato efetivamente está procurando, de modo a identificar a congruência de valores.

Contratar pessoas não é tarefa simples, especialmente no momento atual – que, embora as pessoas não estejam tão conscientes sobre o que querem fazer, sabem o que não querem.  E é por isso, que esta tarefa considerada operacional, deve subir um degrau na hierarquia de prioridades do executivo. É uma atividade de pesquisa que requer tempo para desenvolvê-la (estratégia). Daí evitar fazê-la para apagar incêndio (ação operacional).

O Recrutamento e Seleção bem feito, facilita a retenção. O melhor do mercado, nem sempre é o melhor para a empresa, pois os valores podem não ser os mesmos.

Planejado o processo seletivo, onde se inclui o respeito e cuidado também com o candidato, parte-se para a busca, lembrando que esta é uma negociação, cuja meta é o ganha a ganha. Não é um jogo de poder.

É certo que a área de Gestão de Pessoas seja sobrecarregada. Mas, planejar ajuda na identificação correta do perfil até o retorno aos candidatos, que respeitados, contribuem para o fechamento da vaga, indicando colegas.

Em 2005 a Hay Group, divulgou que apenas 40% dos empregados elogiaram suas empresas por reterem talentos. Beiramos 2016, e sabemos que ainda há muito a melhorar. Mesmo diante do cenário instável, há profissionais pedindo demissão. Se já vivenciamos tantas crises, por que ainda não resolvemos isso?

É sabido que o país não possui a força de trabalho que o mercado precisa, mas, segundo Rainer Strack (2014), em 2030, o déficit de mão de obra será de 33%. Se a informação foi lançada, é possível agir para resolvê-la à partir de agora. Topa?


Texto escrito por Patrícia Almeida e Larissa Pimenta


Fonte: Artigos Administradores / Recrutamento e seleção: uma estratégia ou uma operação?

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