Resiliência: mudar sem deformar

Resiliência: mudar sem deformar

Segundo o dicionário, resiliência é: 1. fís propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica; 2. fig. capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Vamos entender melhor sobre essa características tão importante no perfil dos profissionais da atualidade nesse texto

A palavra resiliência surge inicialmente na física e significa a capacidade que um corpo tem de readquirir integralmente suas propriedades anteriores, depois que um agente externo cessa sua ação sobre ele, ação esta que modificava, suprimia ou acrescentava alguma propriedade. Para gestão, este termo traduz a capacidade do profissional em passar e resistir por uma situação ou momento de estresse e desafios do dia a dia.

Tal capacidade varia muita de pessoa para pessoa e, atualmente, o mercado de trabalho precisa mais do que nunca de profissionais com este perfil, que suportam as fases das crises, que interagem com pressão de forma positiva, sem se deformar com o impacto de uma crise.

Mas ser resiliente não significa ter apenas sensações positivas. Cabe ressaltar que sentimentos ruins também são experimentados por profissionais resilientes: não é porque a pessoas possui a capacidade de lidar melhor com pressão que não irá sentir dor, ansiedade, nervosismo. Estes perfis pessoais lidam melhor com estas situações e conseguem abstrair destes sentimentos, convertendo em energia positiva para melhora nos resultados e no seu autodesenvolvimento e autocontrole. Alguns profissionais possuem esta característica como nata, porém outros precisam desenvolvê-las.

Para desenvolver a resiliência ou aprimorar esta característica, o profissional deve saber controlar suas emoções, ou seja, saber dosa-las para que não prejudiquem sua performance no trabalho ou na própria vida. As vezes nos deparamos com uma simples negativa no trabalho que, ao não saber lidar com esta sensação, nos sentimos pessimistas, arrasados, chateados pelo retorno negativo, o que, em outra visão, poderia ser uma oportunidade de se conhecer melhor e de desenvolver uma nova capacidade.

Além de saber controlar e lidar com suas emoções, é fundamental que o profissional tenha autoconhecimento para estar alinhado com seus anseios, desejos, medos e sonhos, que trará maior objetividade e maior foco nas suas ações. Saber o que te satisfaz e o que te dá prazer é essencial e para isso, é de suma importância investir no autoconhecimento. Existem alguns cursos, formações e terapias que podem auxiliar nesse processo como o Coaching, como a Programação Neurolinguística, a Terapia e a Psicanálise. Ambas darão subsídios ao profissional de saber quando algo o incomoda e quando não, quando está no estado de “Fluxo” (Ou estado “Flow”, definido pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, PhD e professor da Universidade de Chicago, que “define FLOW como um estado mental onde o corpo e a mente fluem em perfeita harmonia, é um estado de excelência caracterizado por alta motivação, alta concentração, alta energia e alto desempenho, por isso também chamado de experiência máxima ou experiência ótima.”) ou não.

Outra maneira de aprimorar a resiliência é articular apoios no seu processo de aprendizagem, desenvolvimento e durante sua própria vida. A presença de amigos, familiares e até mentores minimizam os efeitos do estresse e da ansiedade, provocando resultados muitos melhores do que passar por momentos de tormenta sozinhos. Esse processo de busca de ajuda, de opiniões e de conselhos fica mais fácil para profissionais resilientes, pois não se sentem mais frágeis ou mais inferiores do que o outro. Esse processo de troca o fortalece.

Percebe-se que em torno de todas as orientações e opiniões permeiam o tema de atitude positiva, de lidar melhor com as situações, de se autoconhecer, de saber o que te faz bem e o que não faz. Na Programação Neurolinguística chamamos essas identificações de Ecologia, ou seja, uma atitude, decisão ou mudança deve ser ecológica para mim, deve estar de acordo com as minhas premissas, meus valores e minhas crenças. Segundo o artigo “5 táticas para ter mais resiliência no trabalho” do site Exame, “Remoer experiências ruins é um hábito que não pertence às pessoas resilientes. E ainda aconselha uma mudança de foco – do problema para a solução. É preciso combater o velho costume de pôr defeito nos outros e só ver pior lado das situações”.

“Resiliência é, entre outras coisas, a resistência à uma vulnerabilidade imposta. ” (Messias figueiredo)

É possível evoluir sem deformar sua essência.


Fonte: Artigos Administradores / Resiliência: mudar sem deformar

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