Se você for admitido como um robô, tem os dias contados

Se você for admitido como um robô, tem os dias contados

É cada vez mais comum encontrar orientações sobre como proceder numa entrevista de seleção de recursos humanos. São milhares de consultorias, manuais, dicas, infográficos (como o acima), vídeos e serviços de coaching para que o candidato tenha mais chances de arrumar um emprego. Mas até que ponto isso tudo é importante?

É cada vez mais comum encontrar orientações sobre como proceder numa entrevista de seleção de recursos humanos. São milhares de consultorias, manuais, dicas, infográficos (como o acima), vídeos e serviços de coaching para que o candidato tenha mais chances de arrumar um emprego. Mas até que ponto isso tudo é importante? Por exemplo, se eu fosse recrutar uma recepcionista, talvez os itens acima fossem relevantes, ainda assim não seriam uma regra. Sabem porquê? Porque empregos existem para pessoas, para padrões vem aí os robôs. Tudo o que é repetição sistêmica de procedimentos as máquinas vão fazer (já fazem em milhares de funções hoje, imagine daqui à cinco anos).

Para uma função o recrutador deve tentar medir a competência do recrutado para executá-la, se o recrutador for inteligente, recrutará alguém que tenha ainda mais potencial, porque são estas pessoas que fazem a diferença, que interferem e agregam valor.

O que vemos hoje é um jogo estúpido de poder, onde o emprego é cada vez mais escasso (globalmente) e quem fica encarregado de escolher os profissionais sente-se um deus todo-poderoso, um César, que aponta o polegar para cima ou para baixo. Não haveria nenhum problema se os critérios não se baseassem nas inutilidades transmitidas como dicas.

Também os políticos usam ternos Armani, e as políticas usam Tailleurs combinadinhos e colares e brincos de pérolas, e observe com anda o planeta nas mãos deles.

Nem vale se aprofundar no tema network, porque aí sim, isso tudo cai por terra abaixo, e estamos falando da quase totalidade dos empregos conseguidos, são quase todos por indicação (e não critico isso, acho mesmo muito mais eficaz). Então, se considerarmos a network, sobressai mais ainda a asneirice que é o volume de conteúdos ensinando a postura do candidato. É muito material para pouca gente, talvez seja diversão garantida para quem os faz, mas em termos de utilidade são muito questionáveis.

Se os empregos tendem à extinção (leia-se diminuição drástica das vagas) e o pouco que resta está vinculado às indicações, tudo o que se produz como orientação para o candidato é lixo informacional, do tipo “me engana que eu gosto”, ou será que os robôs precisarão deste tipo de conteúdo?


Fonte: Artigos Administradores / Se você for admitido como um robô, tem os dias contados

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