Seja mais criança. O mundo agradece

Seja mais criança. O mundo agradece

Perdemos a curiosidade da infância e hoje nos perguntamos onde foi parar aquela criatividade. Para fazer e ser diferente precisamos voltar à essência do ser criança

Por que olhamos tudo da mesma maneira? Por que tudo ao nosso redor vira paisagem tão rapidamente? Por que é tão difícil fazer diferente? Essas perguntas me surgiram logo após minha primeira aula de Ética na faculdade, onde foi apresentado sabiamente pelo professor, o texto “O olha do estrangeiro” de Nelson Brissac Peixoto.

Este texto faz uma crítica a sociedade que se preocupa cada vez mais com a aparência do que com a essência. Uma sociedade que toma como verdade a primeira impressão. Uma sociedade que perdeu a curiosidade com aquilo que já se viu e que pensa que já se entendeu. Uma sociedade que segue padrões, no comprar, no fazer e no ser. E então falta o Olha do Estrangeiro, aquele que quando chega em um lugar novo quer entender a história, quer entender o por quê disso ou daquilo. Eu poderia renomear esse texto como O Olhar da criança, afinal, tem algum ser no mundo mais curioso do que a criança?

Tem uma frase que diz: “Procure respostas de perguntas que você ainda não tem”. Ou seja, esteja aberto ao novo, mesmo que essa novidade não seja importante para você em um primeiro momento, quando procuramos entender algo novo o nosso cérebro armazena aquela informação e futuramente, mesmo que sejam mundos diferentes, essa informação pode auxiliar na resolução de algum outro problema.

A história da criação do Velcro pode ilustrar isso. George de Mestral estava com um pequeno problema, uns dizem que eram carrapatos, outros dizem que foram sementes que grudavam no pelo do cão dele quando eles iam passear (não importa aqui o que era, mas sim o conceito desse problema). Um dia, George decidiu entender aquilo que o incomodava, e com um microscópio percebeu que a semente ou o carrapato possuía minúsculos ganchos entrelaçados que causavam, portanto, a aderência no pelo do cachorro. Esse foi o input que ele se inspirou para criar o Velcro, um material que se une e que pode ser aberto facilmente.

As ideias inovadoras não partem do nada como muitas pessoas pensam, o cérebro precisa ser treinado. Se as pessoas vão sempre aos mesmos lugares, leem as mesmas coisas, enfim, possuem experiências parecidas a toda hora, a imaginação e criatividade não serão tão fartas, se é que existirão. Se não fosse a curiosidade de George e de outros grandes inventores, muitos dos produtos que facilitam a nossa vida nunca teriam existido.

E então, qual foi a sua última nova experiência?


Fonte: Artigos Administradores / Seja mais criança. O mundo agradece

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