Será a empregabilidade o “X” da questão?

Será a empregabilidade o “X” da questão?

A dinâmica do mercado de trabalho alterou-se consideravelmente do século XX para o século XXI, principalmente com o advento da internet e de novas tecnologias na última década. Diante de toda essa evolução, como manter a empregabilidade?

Em momentos de crise é comum nos depararmos com a redução da oferta de vagas e o aumento da procura por novos postos de trabalho. Constantemente nos defrontamos com notícias ou ficamos sabendo de familiares e/ou amigos que foram desligados e estão à procura de oportunidades.

Como consequência, uma onda de preocupação atinge os que ainda passaram incólumes pelo desemprego, vindo à tona questionamentos como: “O que fazer para não perder o meu emprego?” ou “Como reduzir os riscos de ser demitido?”. Paralelamente, para quem está buscando uma recolocação é recorrente escutarmos: “O que fazer para conseguir um novo emprego e de forma rápida?”. Todos esses questionamentos nos remetem ao termo “Empregabilidade”, derivado de “employability”, ou seja, a capacidade do indivíduo de manter-se ou inserir-se no mercado de trabalho.

A dinâmica do mercado de trabalho alterou-se consideravelmente do século XX para o século XXI, principalmente com o advento da internet e de novas tecnologias na última década. Se considerarmos como pilares da “Empregabilidade” a tríade “Conhecimento, Experiência e Comportamento” notaremos claramente as mudanças.

Quando falamos em “Conhecimento”, nos referimos desde a formação profissional e a proficiência em idiomas até o detalhamento do nível de especialização na função. A “Experiência” também é um fator importante, pois, por meio dela, conseguimos identificar e avaliar a trajetória profissional. “Comportamento”, por sua vez, torna-se fundamental, principalmente em ambientes nos quais são exigidos flexibilidade e profissionais multitarefas, que saibam lidar com pressão.

Enquanto que até as últimas décadas do século passado eram comuns aumentos salariais, promoções ou mesmo um novo posicionamento no mercado proveniente de forma mais intensa por “Conhecimento” e “Experiência” adquiridos individualmente, no século XXI observa-se o recrudescimento da relevância do eixo “Comportamento” e sua interface com o coletivo, seja para a obtenção, manutenção ou crescimento profissional. Os adventos das novas tecnologias e da globalização proporcionaram que o conhecimento ficasse mais acessível a um contingente muito maior de cidadãos, se comparado há 30 anos. Em contrapartida, há uma tendência de busca de profissionais cada vez mais habilitados a trabalharem em ambientes complexos e com mudanças muito mais rápidas que antigamente.  

Por isso, saber lidar com pressões constantes e ter a sensibilidade de tomar a melhor e mais sensata decisão em curto espaço de tempo virou um desafio para os profissionais atuais, principalmente os mais jovens.

Ávidos por crescimento profissional de forma meteórica, estes, na maioria das vezes, apresentam pouca maturidade profissional e “jogo de cintura” para lidar com as próprias emoções, sendo comum apresentarem dificuldades de gestão de equipes. Todavia, é importante realçar que outras variáveis também podem impactar na empregabilidade, como o nível de remuneração, o cenário econômico do País e os impactos que isso acarreta na oferta de vagas para o setor e/ou áreas de atuação de cada profissional.

Portanto, tão importante quanto adquirir constantemente novos conhecimentos e manter-se atualizado para absorver as demandas que o mercado impõe, é necessário manter o equilíbrio emocional, principalmente nos momentos mais adversos. A melhor relação e equilíbrio entre os eixos relacionados ao “Conhecimento”, “Experiência” e “Comportamento” permitirá que o profissional tenha mais chances de aumentar a sua empregabilidade.


Fonte: Artigos Administradores / Será a empregabilidade o “X” da questão?

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