Série características do líder perfeito: honestidade

Série características do líder perfeito: honestidade

Um mentor glorioso é absolutamente sincero em suas transitadas pelo mapa, distribuindo ideias concretas e tipicamente reais para todos aqueles que vivem a sua volta

Um líder deve ser integro para que as pessoas possam confiar genuinamente nele. Infelizmente, muitos gestores pensam que podem conseguir resultados melhores enganando seus liderados: fazendo promessas que não podem cumprir, mentindo sobre suas verdadeiras intenções, ocultando informações que deveriam ser externadas de forma transparente e clara e, principalmente, fingindo que esses profissionais são insubstituíveis quando na realidade não passam de meros objetos. Obviamente, essas teias ilusórias funcionam magistralmente no início, contudo elas são rapidamente rompidas com o passar do tempo, tendo em vista que em suas camadas existem apenas ideias genéricas e superficiais que não podem ser sustentadas por períodos muito extensos.

De uma forma mais simples, um grande líder não é seguido por sua posição ou raio de poder, mas sim pela influência positiva que causa nas pessoas por portar pensamentos e atitudes legítimas, isto é, peculiarmente verdadeiras. Diferente completamente do seu inversor: que possui em seu portfólio de sagacidades truques heréticos e astutos que servem apenas para ludibriar os outros, semelhantemente a uma fétida raposa que busca vítimas ingênuas e pouco experimentadas para vorazmente devorar.

Conheço empreendedores que são semi-analfabetos, porém se eles apertarem sua mão pode ter certeza: não voltarão atrás. E mais além: se você fizer (equivocadamente) um depósito de dez reais a mais na conta deles, não tenha dúvidas: irão contatá-lo para lhe devolver o dinheiro. Essas atitudes não são oriundas apenas de uma boa criação ou de princípios cristãos herdados de berço, são muito mais do que isso para essas entidades: são suas inefáveis e inegociáveis filosofias de vida.

O carisma dessas personalidades cativa pela singeleza dos olhares, pelos gestos bondosos, pela generosidade sem interesses mequetrefes e pela forma excêntrica em que são postos sob a mesa. É uma atmosfera que acontece naturalmente e enche os nossos corações de paz e tranquilidade, fazendo o clima social ser poderosamente transformado pela candura e sapiência de seres que existem para praticarem as mais elevadas formas de caridade e amor ao próximo.

Quando lidamos com gente dessa envergadura, aprendemos a dar valor para as esferas da virtude, esquecendo que existe separação de patentes e escalas hierárquicas. Em outras palavras, somos carinhosamente acolhidos por essas enobrecidas almas que delicadamente nos convencem a admirá-las, impulsionando nossos cosmos a segui-las por puro prazer e júbilo.

Aprendi com Gandhi que a melhor estratégia para influenciar os outros se encontra na servidão, pois é por meio da abnegação e da boa vontade que nos destacamos instintivamente. Seguramente, essa ação não pode jamais ser forjada e tampouco teatralizada, haja vista que o poder da mesma está na essência (lado de dentro) e não na casca (lado de fora). 

O que é a honestidade e como fazer para conquistá-la?

Honestidade é simplesmente conquistar a confiança dos outros por meio da lealdade, de sorte que as pessoas reconheçam esse coração sincero e apostem suas vidas nessa excelsa credibilidade. Ora, isso somente pode ser obtido por um indivíduo que possui o mesmo comportamento perto e longe de seus pares, sendo uma figura de reconhecida índole e de notável honradez por ostentar uma existência colossalmente pura.

Se esquivar, jogar sujo e ser malandro não é vantagem para ninguém. Em qualquer relacionamento humano isso tende a deteriorar as interações. Um marido, por exemplo, que vive mentindo para sua esposa jamais terá sua reputação fidelizada, dado que vive tramando atalhos e percorrendo estradas maliciosas para não honrar seus compromissos. Um amigo de fachada, que estabelece relações interpessoais somente por interesse vil nunca terá alianças duradouras porque vive pelos seus desejos e não pelo companheirismo de uma conexão verdadeiramente nobre. E isso se aplica a praticamente tudo que envolve laços humanos, tendo em vista que as pessoas apenas respeitam e estimam criaturas justas e fiéis.

Nas organizações, as coisas são exatamente iguais: se você precisa das pessoas para produzir, criar e pensar é fundamentalmente necessário que elas o adorem. Não estou falando de uma gestão de pulso fraco, mas sim de uma conduta incorruptível onde sejam mostradas as ramificações fortes de um caráter rijo, concebendo um espírito de reverência para aquele que detém a reputação mais destacada do grupo. Usando letras diferentes, a equipe deve se orgulhar do líder e disseminar constantemente os valores que ele propaga tanto internamente (com os próprios companheiros de trabalho) quanto externamente (com fornecedores, clientes, órgãos reguladores, etc….) fazendo com que essa semente assertiva cresça por todo o ciclo social e renda lúdicos frutos.

Nós não podemos nos esquecer também que um grande gestor é aquele que mostra sua intrepidez moral em momentos turbulentos. É extremamente difícil apoiar o grupo em situações complexas onde existam falhas, imperfeições e defeitos. Então, são nessas ocasiões que os grandes líderes precisam descortinar suas soluções mirabolantes, dando suporte a equipe para que todos possam vencer seus obstáculos com maestria e tranquilidade.

Um dos ingredientes imprescindíveis para a otimização desses fatores é a comunicação. Ela fará com que os feedbacks sejam eficientes e democráticos, proporcionará a multiplicação do grau de expertise do plantel (por meio de debates proveitosos), permitirá que as pessoas façam críticas e sugestões e servirá de apoio para as inúmeras diversidades existentes na organização (respeito às diferenças).

Chefes medíocres não gostam de muita conversa, eles odeiam o “olho no olho” porque  temem admitir suas fraquezas e procrastinações. Em contrapartida, um bom líder esbanja humildade e se sente simplificadamente confortável para externar seus defeitos e qualificações, mostrando para os seus liderados que um precisa do outro para se completar.

Em empresas de mente apequenada, os controladores são os donos da verdade e tratam seus subordinados como ínfimos escravos: eles não podem pensar, precisam seguir regras rígidas sem se desviar por um centímetro sequer, são obrigados a aceitar TUDO e a não rejeitar NADA e pior ainda do que todas essas coisas mencionadas até agora: necessitam bajular esses pífios elefantes de egocêntricas e narcisistas trombas.

Isto posto, a missão mor do gestor de excelência é procurar fazer seus pupilos serem melhores a cada dia, aprimorando suas competências para eles se sentirem importantes – valorizados pela empresa -. A âncora que souber alinhar essa sublime postura as metas da sua instituição, herdará resultados expressivos e vastamente diferenciados, realizando seus objetivos sem deixar de doutrinar sabiamente seus cooperadores (conduta altruísta).

A importância do exemplo para a prosperidade do líder

Um líder deve ser conhecido por suas práticas, não por suas palavras. Ele precisa viver um cotidiano que reflita fielmente as suas pregações, sendo um exemplo a ser seguido por materializar e concretizar suas entranhadas ideias. Muitos gestores falam uma coisa e fazem outra, quebrando suas insígnias positivas frente às pessoas e manchando suas respectivas credibilidades com tais indivíduos.

É como costumo dizer esporadicamente aos meus amigos: não basta ser sincero com o próximo, é preciso ser sincero consigo mesmo. O comandante que não pensa dessa forma se engana e vive derrapando na lama da própria ignorância.

Não acredita em mim? Certo, contarei uma rápida história para provar essa fatídica realidade: na década passada, trabalhei prazerosamente em um comércio e o chefe do lugar dizia ser meu amigo. Por conseguinte, todos os dias eu recebia elogios e motivações desse persuasivo guru que recorrentemente tentava me conquistar dizendo que eu era o “príncipe supremo da sua gloriosa loja.” e ninguém jamais podia me superar. Tudo correu maravilhosamente bem até que um dia algo diferente aconteceu (pela primeira vez em anos): eu cometi um pequeno erro.

Naquela manhã, o paladino das bravatas ficou sabendo rapidamente do ocorrido e teve uma atitude totalmente inversa a todo o seu “carinhoso histórico”, isto é, um eclipse pairou na lua e deixou a terra tomada de uma profunda escuridão, pois aquele que outrora era meu fiel aliado passou a pelejar veementemente contra a minha angustiada e atônita galáxia.

Então, durante muitos meses ele foi falso, mentiroso, herege, demagogo, néscio, trapaceiro, intrujão, dissimulado e ardiloso com aquele que sempre o apoiou, procurando levar vantagens por meio da manipulação e da falácia, se aproveitando da bondade e ingenuidade de seu parceiro para auferir apanágios tangíveis (materiais). Em outros termos, ele não passava de um lobo em pele de cordeiro e sempre cuidou para manter uma aparência que nunca fez parte de sua centelha original, andando mascarado para ceifar os frutos da cesta sem que ninguém pudesse sagazmente notar.

Agora pense comigo: de que adianta a elevação financeira se ela não acompanha o caráter? Decerto, essa mordaça alienadora produzirá tão somente uma liderança de dupla personalidade onde seu executor será mau visto por seus discípulos e jamais herdará uma conduta virtuosa, haja vista que agirá sempre pelos seus interesses e nunca pelos seus princípios.

Não se engane: a responsabilidade de um comandante é muito grande. É complexo lidar com seres humanos tão diferenciados e enigmáticos sem perder o equilíbrio. Por isso, os valores morais são tão importantes, uma vez que contribuem para o equacionamento desses problemas por servirem como padrão de comportamento para os referidos gestores, evitando ambiguidades éticas como vimos no ultrajante e enojador exemplo acima.

Estamos sob julgo de um gigantesco espelho que reflete constantemente aquilo que nele inserimos, de modo que as nossas plantações precisam ser sábias se quisermos apanhar o boomerang da bonança. Essa questão parece simples e banal, no entanto, pense em quantos hábitos você criou ao longo de sua existência e que são repetidos (e repelidos) regularmente. Oh raios, se eles não forem generosos, empáticos, bondosos e misericordiosos a probabilidade do fracasso alcançar seu infinito cosmo é de 100%.

Em razão disso, não seja um embasbacado que vive para a vaidade e para a auto-adoração, seja uma luz para os seus parceiros: mostre (e prove) a eles que as melhores coisas deste planeta não podem ser compradas e sim conquistadas. Ideais elevados, visão digna e objetivos eminentes devem fazer parte do cartel desses seguidores que precisam compreender conclusivamente que a missão áurea de qualquer profissional de ponta é satisfazer as necessidades e os desejos vizinhos, concebendo um espírito de inteligência sistêmica tendo como espinha dorsal o respeito inexaurível pela santíssima e inenarrável alma humana.

Seguramente, a mentira foi criada para seres medíocres que existem para posar de reis possuindo apenas uma coroinha de plástico. Qualquer pessoa minimamente lúcida sabe que ninguém pode ser feliz tendo uma conduta ilegítima, porquanto Deus existe e é sumo advogado da autenticidade, não permitindo que criaturas fantasiosas reinem sob jurisdições nebulosamente duvidosas e endiabradamente perniciosas.  

Portanto, persiga tudo que é lícito, justificável, lídimo e fidedigno para que a sua ponte tenha bases eternas, transformando seu elo espiritual em uma corda inquebrável para garantir sua passagem para os céus sem que hajam desvios e embromações.


Fonte: Artigos Administradores / Série características do líder perfeito: honestidade

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