Sith vs Jedi

Sith vs Jedi

Emoção ou Razão, qual o melhor caminho?

Escolher este tema realmente é um desafio, pois falar sobre algo que para muitos acreditam ser utopia e, demonstrar que Star Wars está presente em nosso cotidiano é um desafio e eu quis assumi-lo.

A batalha entre o bem e o mal (Jedi e Sith), é algo épico durante a saga. Mas iremos discorrer não sobre a batalha e sim, as atitudes que os Jedi e Sith possuem, suas posturas, filosofias, mantras, ou seja, como ele vivem.

Para iniciarmos é necessário comentar brevemente a distinção entre cada um, para que assim possamos analisar posteriormente suas principais características e assim, ao final, sabermos se somos Sith ou Jedi.

Os Jedi são uma ordem de indivíduos que tinham a habilidade de trabalhar em conjunto com a Força, afastando seu lado sombrio.

Tornar-se um Jedi requeria o mais profundo comprometimento e uma mente astuta. A vida de um Jedi era feita de sacrifícios. Aqueles que mostrassem aptidão para a Força eram levados ao nascer ou pouco depois para treinar no Templo Jedi, onde a ordem tinha seu quartel-general. Sua vida fora dos treinos era de simplicidade, aderindo ao Código Jedi que proibia materialismos ou apegos emocionais.

Os Jedi possuem um código que define sua conduta perante a pessoa. O código tem como base:

Não há emoção, há paz.

Não há ignorância, há conhecimento.

Não há paixão, há serenidade.

Não há caos, há harmonia

Não há morte, há a Força.

A primeira regra a se considerar: “Não há emoção; há paz”. É claramente um contraste, distinguir as confusas considerações emocionais do pensamento claro da pacífica meditação, obviamente, uma qualidade valiosa.

Mas se a paz é baseada em simplesmente estar desatento a algum fator que poderia causar alguma reação emocional num Jedi, então isso não é paz, e sim ignorância. É por isso que o Código possui a segunda regra: “Não há ignorância, há conhecimento”.

Isso ensina o Jedi a tentar entender todas as situações – particularmente antes de agir – para evitar erros de julgamento. Mas conhecer uma coisa bem pode levar a outra complicação. Uma concentração obsessiva pode levar ao radicalismo (nublar a mente). Assim, vem a terceira regra: “Não há paixão, há serenidade”. Conhecer uma coisa objetivamente é conhecer como a Força a conhece.

Ainda assim, estudantes discutem que a única verdadeira objetividade é a não-existência – a morte. É por isso que existe a quarta regra: “Não há morte, há a Força”. A Força conhece todas as coisas objetivamente; é serena e não é abalada por emoções.

Assim, o Código Jedi ensina que antes de tomar qualquer ação, o Jedi deve considerar a vontade da Força. Se um Jedi for capaz de agir sem emoção, sábia e serenamente, então ele está agindo de acordo com a vontade da Força.

Concluímos que os Jedi, buscam a harmonia dos atos, visando sempre os valores e condutas, se preocupando com tudo o que possa acontecer. Será que nos assemelhamos a eles?

Todavia, os Sith é o oposto, formaram uma seita de usuários do lado sombrio da Força determinados a dominar a galáxia e destruir os Jedi. Eles eram caracterizados pela sua busca pelo poder, ambição, e métodos brutos que estavam dispostos a usar para conseguir o que quisessem.

Assim como os Jedi, os Sith também possuem um código, bem mais detalhe e também um tanto sombrio, vejamos:

“A paz é uma mentira, só a emoção importa; com a emoção, ganho força;

Com a força, ganho poder; com poder, ganho vitórias;

Com as vitórias, as minhas correntes se rompem; A força me libertará;

Não há paz, há raiva; não há medo, há poder;

Não há morte, há imortalidade; não há fraqueza, há o Lado Negro;

Eu sou o Coração das Trevas; Eu não conheço o medo, mas o instigo nos meus inimigos;

Eu sou o destruidor de mundos; eu conheço o poder do Lado Negro;

Eu sou o fogo do ódio; Todo o Universo se curva perante mim;

Eu brindo às Trevas;

Por eu ter achado a verdadeira vida, na morte da Luz.”

Em toda a perspectiva Sith, a existência é reservada aos mais capacitados para se perpetuar e sobrepujar, a Superação de todos os obstáculos e oponentes.

Ao despertar suas paixões, o Sith desperta para compreender a vida em sua plenitude. O natural é lutar pela sua existência, evoluindo como indivíduos mais fortes e poderosos e sábios.

Esta primeira linha do código Sith, o seguidor da doutrina Sith está ciente que a serenidade é impraticável, há as emoções, e estás sempre irão se apresentar um momento ou outro, e sendo assim sempre haverá os conflitos. A paz nunca será alcançada.

Esta primeira premissa do Código Sith é uma negação aberta da Primeira e Terceira linha do Código Jedi. Basicamente os Sith acreditam que negar os sentimentos e emoções é uma ação ineficaz.

As emoções e paixões exploradas ao máximo levam ao desenvolvimento de muitas habilidades e poderes da Força que garante ao Sith sua superioridade.

A força, é mais ligada força física, mental e desenvolvimento de habilidades, o Poder é o resultado de ganho de força, ou seja, o Domínio. Toda a demonstração de força está ligada em obter o Poder e Domínio.

A “superioridade Sith” não lhe prende a obrigações com seres mais fracos em precedência; pois estes devem substituídos pelos mais fortes, fazendo parte de um progresso natural. Assim o Sith tem que ser sempre possuir sua força maior do que a de seu oponente. Para os Sith, os Jedi eram fracos também por este motivo, já que muitas vezes optavam por soluções pacíficas e as vezes por meio de seus próprios sacrifícios. Estas vitórias eram de piro, sem resultados benéficos para o próprio indivíduo. Ao contrário do Sith, que procura a superação da força de seus oponentes, então ele atingiria o poder sobre eles.

Se há força, há poder. E se há poder, então a vitória a principio estará sempre a favor do Sith, e ele irá sobrepujar os seus oponentes se souber a utilizar com técnica e estratégia.

Ele vencerá os Jedi, mas também vencerá outros que Sith que possa surgir reclamando pelo título de Lorde Negro de Sith.

O Sith, serão vitoriosos sempre que os desafios impostos a eles, forem superados pelo alcance do seu Poder.

Com a vitória minhas correntes são quebradas. ”

Com as vitórias conquistadas e a superação de seus obstáculos e oponentes iniciam um novo processo.

Todas as correntes que prendem um Sith são quebradas, sejam elas restrições, obrigações com a Força, limitações e condições impostas naturalmente como ser vivo.

Com o seu treinamento estando completo, sua dedicação a aprimorar suas técnicas em constante evolução, o esforço para superar seus obstáculos sejam suas próprias limitações ou impostas.

Possuindo agora Força e Poder, e obtendo a vitória sobre seus oponentes e submissão de todos os restantes. Falta ao Sith um último obstáculo a ser superado para obter a liberdade plena.

Podemos concluir que os Sith objetivam ser algo grandioso, em sua essência, é um ser que busca apenas a realização de seus objetivos, superando as limitações suas ou impostas a ele, mas com seus objetivos sendo alcançados.

Concretizando tudo o que almeja, tudo o que se ambiciona. Será que nos assemelhamos a eles?

Os dois lados que acabei de comentar dizem muitas coisas sobre nós diretamente. Dizem porque todos nós em alguma altura da nossa vida, agiu conforme as emoções e muitas vezes também tentamos agir de forma mais neutra, tentando controlar as emoções, para que assim não cometêssemos erros.

Mas não seria um erro tentar controlar as emoções? Não seria melhor agir conforme as emoções e assim, posteriormente quando vierem os resultados de seus atos, pensar em como tomar certas atitudes? Ou seria melhor agir de modo seremos, calculando todos seus “passos” e desse modo, alguns erros seriam, possivelmente evitados?

Meu intuito de estar discorrendo sobre os Sith e Jedi, não sou para descrever sobre o lado do bem e do mal e sim, comentar sobre as atitudes de eles tomam e que, de certa forma se assemelham em grande medida em nós. Nós somos seres de emoção, contudo em muitas vezes, desejamos controlar as emoções, achando que elas são um mal para todos nós e daí, ficamos seres “programados”, sabendo, como agir, e os possíveis resultados.

Devemos ter bom senso em realizar atos, não posso dizer aqui, que devemos agir 100% pela emoção ou 100% pela razão. Devo sim dizer que devemos analisar o contexto e com bom senso, ou seja, com discernimento, saber como agir no caso concreto.

Mas independente da atitude tomada, devemos ter a consciência que, emoção ou razão, produziram resultados e teremos que lidar com os mesmos.

Tendo a consciência disso, saberemos que a razão ou a emoção, são de fato coisas boas que temos em nosso ser. Jamais devemos pensar que emoção ou razão são algum ruim, ou vice-versa. Tudo é algo bom ou ruim, depende de como exteriorizamos nossas emoções ou nossa razão.

Há momentos que somos Sith, como há momentos que somos Jedi, mas em suma, somos Sith e Jedi ao mesmo tempo, mas não temos consciência disso. Por isso adquire essa consciência de que, somos pessoas de razoes e emoções, porem devemos ter atos com discernimento disso, sabendo que atos geram resultados e que muitas vezes, controlar os atos, podemos gerar resultados piores, se tivéssemos agindo com consciência plena e esperado os resultados se produzirem de maneira natural.

E agora lhe pergunto, até agora em sua vida, seus atos foram mais de Sith ou Jedi?

  


Fonte: Artigos Administradores / Sith vs Jedi

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