Só utilizando filtros para sobreviver na rede

Só utilizando filtros para sobreviver na rede

Daqui a alguns anos o parágrafo abaixo parecerá uma narrativa de um dinossauro, se já não é

Desde quando o volume de informações disponibilizado para nós, os terráqueos comuns, entrou numa ascendente exponencial, em meados dos anos 80 do século passado, que o nível de dificuldade de geri-las não parou de crescer, dificultando a forma como as escolhemos e utilizamos. No começo era uma proliferação de títulos de revistas e jornais, uns generalistas, outros segmentados, depois os tais 500 canais de televisão por cabo (já passamos de longe esse número) e por fim (não que tenha um fim previsto, mas indicando o momento presente), a internet com a criação de tudo aquilo de antes e muito mais interconectado, em rede. 

Daqui a alguns anos o parágrafo acima parecerá uma narrativa de um dinossauro, se já não é. 

Bem, mas o que tenho notado é que muita gente tem dificuldade de escolher o que interessa e mesmo dentro dos temas que interessam tem muito lixo informacional, coisa que cansa mais do que dá prazer, quiçá utilidade. É por isso que o tema “filtros” não deixa de ser importante, porque são imprescindíveis para utilizar a rede com algum tipo de eficácia, algo que vá além do lazer simples de navegar. É navegar com propósito, com sentido, atrás de um objetivo.

Estudantes fazem bem o trabalho de filtragem, mas porque o objetivo está pré-estabelecido pelo professor, ou pelo orientador (no caso de teses), isso facilita bem a procura da informação, mesmo assim está longe de ser ideal, sem falar nas asneiras que passam pelos filtros improvisados dos alunos e chegam às mãos de quem avalia. Como professor há mais de 30 anos sei bem o que é isso, quanta gargalhada já demos em salas de professores corrigindo provas, trabalhos, vestibulares, sim, é tudo verdade, tem desde branca de neve como personagem de história real, até Einstein como inventor da bicicleta (só por causa de uma foto famosa do mesmo).

A Google ajuda muito, mas quando a busca que fazemos é clara, refinada mas, ao usarmos a Google Notícias já caímos num tipo de filtragem bem básica, muito suscetível a erros, longe do ideal. O Facebook não filtra, mas podemos “sanear” os contatos de quando em quando e se é um amigo que posta muita coisa imbecil basta ocultar suas referências que já ajuda muito. Ter bons filtros significa ter desenvolvimento de software de ponta, eles já existem, mas estão restritos a algumas agências de notícias globais, talvez o que precisamos é uma grande massificação deste tipo de produto, um movimento que não percebo acontecer (apesar de fazer figas o tempo todo).

Ainda sobre este tema, tem mais uma questão que me parece fundamental: como filtrar a mentira, a informação falsa, do tipo teste de teoria dos jogos (que a política usa muito), ou mesmo os truques de Photoshop ou vídeos de coisas que não existem, ou até vigarice mesmo (tipo esquemas de pirâmide Ponzi, chamados de marketing multi-nível)?

Esse talvez seja o maior desafio, porque os trapaceiros não têm limites e a internet não culpa nenhuma, ela apenas copia o mundo real, que lida com isso desde que Caim matou Abel (seria esta uma informação real?).


Fonte: Artigos Administradores / Só utilizando filtros para sobreviver na rede

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