Socorro! Eu preciso de um chefe

Socorro! Eu preciso de um chefe

Muitas pessoas se perguntam o motivo pelo qual precisam de chefes, mas o que seria do mundo sem eles? Afinal, qual o caminho para não precisar de chefes?

Por que existem chefes?

Essa é a pergunta que muitas pessoas se fazem diariamente. Por que motivo eu, que sei exatamente o que fazer, precisaria de um idiota falando besteiras o tempo inteiro nos meus ouvidos, cobrando o impossível de ser realizado, “enchendo o meu saco” com obviedades e me colocando pressão o tempo inteiro? Ok. Pode não ser exatamente assim, mas é algo parecido que passa nos pensamentos de bilhões de pessoas ao redor do mundo. Afinal para que chefe?

O rolo compressor

Acompanhando o mundo dos negócios há mais de trinta anos é possível afirmar que uma boa parte das empresas não vingou por falta de um chefe, ou melhor, de um bom chefe. É importante compreender que há péssimos chefes para seus subordinados que são incentivados pelos superiores imediatos e premiados para permanecerem fornecendo resultados. Passam por cima de qualquer um, ou de um time inteiro, para atingir um objetivo.

Alguns chefes fazem as coisas acontecerem com um relho na mão, ou assediando moralmente as pessoas até a última dose de paciência. Este tipo de chefe está pouco ligando para o que as pessoas sentem, ou querem, ou precisam. Ele quer os resultados, mais que o próprio patrão, quando ele não é o patrão. É importante compreender que este tipo de chefe execrável ainda existe em abundância em vários lugares do mundo. Muitos deles são agraciados pelos superiores porque conseguem os resultados solicitados e é por isto que sobrevivem nas empresas. Infelizmente qualquer um de nós pode estar subordinado a um chefe com este perfil e o pior, qualquer um de nós pode ser este tipo de chefe!

Em compensação…

Já um bom chefe, assume papel de líder e exerce a autoridade pelo conhecimento e pelo apoio, pela visão, iniciativa, capacidade de comunicação, persistência, pelo exemplo positivo e por muitas outras virtudes. Este é o chefe admirado pela maioria dos subordinados. Muitas pessoas não precisam de um chefe, mas precisam de um líder no qual se inspirar.

O que dizem os fatos?

O fato é que as organizações humanas “se acostumaram” com a existência de um chefe. Na história a figura dos deuses também expressa a autoridade dos chefes. Então o chefe pode ser abstrato, mas ele está lá para dizer “o que você tem que fazer, o que você pode e o que você não pode fazer”.

Os chefes na história apontaram os caminhos a serem percorridos para se chegar a um lugar. Isto vale para Cleópatra, Nabucodonosor, Marco Antônio, Julio Cesar, Cristo, Napoleão, Stálin, Lênin, Hitler, Mussolini, Churchill, Mahatma Gandhi, Martin Luther King e tantos outros orientados pelo bem ou pelo mal. Alguns chefes são, portanto, seres que “normatizam”, que conduzem, que empurram uma pessoa além dele, ou uma multidão de bilhões de pessoas, para uma boa realidade ou para um trágico fim.

Você pode não concordar com um chefe, você pode fazer tudo ao contrário, mas terá que arcar com as consequências, que nem sempre são as melhores.

Pelo seu chefe…

Muitos seres humanos mataram e morreram a pedido de seus chefes e muitos continuam fazendo isto, todos os dias, por mais insano que isto pareça. Aí estão os homens bomba, os soldados das pátrias, os homens que respondem pelos trabalhos de alto risco e outros.

Há casos nos quais as pessoas consideram que se sujeitam ou submetem ao risco por iniciativa própria, mas na verdade se oferecem para um trabalho voluntário e, a partir daí, se subordinam a uma série de orientações de um chefe. Isto vale para todo o trabalho voluntário, implicando que será aceita incondicionalmente uma chefia.

Como tudo começa

Antes de tudo isto porém, há uma família na qual, frequentemente  há uma pessoa que “manda”. Um pai, uma mãe, um avô ou avó, tia ou tio, um irmão mais velho, ou um irmão mais responsável, que acaba assumindo a chefia da família ou a chefia sobre uma pessoa.

Nascemos subordinados e dependentes de chefes. O médico ou parteira que nos tirou de dentro de nossa mãe exercia a chefia naquela situação. Se nascemos em um hospital lá havia um chefe.

Cercados?

Estamos cercados de chefes por todos os lados, em todos os lugares, desde que nascemos até o nosso último dia de vida. Todos nós temos chefes, inclusive quem acha que não tem, porque precisamos obedecer a uma Constituição que é utilizada pelo chefe da nação para governar.

Quem é dono do seu negócio tem o cliente como patrão e se não acredita nisto pode ficar sem o seu negócio. Quem é chefe tem frequentemente um chefe.

O cérebro foi treinado

Nosso cérebro se “acostumou” a procurar um “chefe” para amamentar, para pedir ajuda na hora de trocar as fraldas, tomar banho e uma parcela dos seres humanos permanece dependente de uma família até certa idade, até por força de lei. Às vezes dos 0 aos 110 anos. Podemos afirmar que a dependência de um chefe, a necessidade de um chefe e a imprescindibilidade de um chefe faz parte do contexto dos dramas humanos. Considerando que um chefe pode ser bom ou mau, este drama pode ser ampliado.

Um mundo sem chefes?

“Eu não consigo imaginar um mundo sem chefes” e não tenho uma resposta pronta para a pergunta: “O que aconteceria com o mundo se não houvesse chefes?” A primeira impressão que eu tenho baseada em dados históricos e em sentimentos, é que tudo viraria uma grande bagunça, mas é claro que isso não precisa ser assim. Pode haver outros caminhos, mas eles são bem menos difundidos, porque o ser humano não é preparado para “não ter chefe”.

“Não ter chefe”, portanto, é uma expressão pouco adequada à realidade da vida neste planeta. Nos aproximadamente 7.515 anos (5.500 a.C + 2015 d.C) de registros históricos mais consistentes da civilização (com base nas civilizações da Mesopotâmia e Suméria), os chefes foram sempre um destaque. Este tempo é suficientemente amplo para, diante de um conjunto de fatos, afirmar que quase 100% das organizações humanas tiveram ou têm um chefe, dos mais humanos aos mais perversos; dos mais democráticos aos mais centralizadores; dos mais centrados em uma única pessoa até aqueles representados pela autoridade natural emanada do grupo e acatada por ele (o grupo inteiro, sem que haja “representantes”).

O padrão social e o desvio de propósito

Ter chefe se tornou um “padrão social” e ser chefe passou a ser uma distinção social, alimentando egos e fazendo também surgir inúmeras anomalias, incluindo casos de exercício equivocado da autoridade. São inúmeros os casos de uso do autoritarismo castrador, gerador de traumas e cicatrizes no corpo e no coração de quem está sob a subordinação de quem extrapola no uso do poder. Isto faz parte da natureza humana: tanto a bondade quanto maldade podem ser incorporadas por um chefe, como acontece com todos os seres humanos.

Há como mudar este padrão social?

Há poucos exemplos de grupos e organizações sem chefe, mas as experiências existem e podem ser ampliadas e talvez corresponda a um movimento natural para as organizações que reduziram o tamanho da estrutura hierárquica. Nos exemplos existentes há uma normativa básica que serve como norte para o funcionamento dos grupos, mas as ações precisam ser discutidas, deliberados e decididas em conjunto e as normas de convívio precisam ser observadas por todos e todos devem estar comprometidos em observá-las.

O grupo como chefe

Participar de um grupo sem chefe, ou onde todos compartilham o movimento de condução do grupo é um exercício de evolução humana. É claro que há uma intangibilidade do chefe, porque o que antes seria determinado por uma pessoa, passa a ser definido por um pensamento compartilhado. Numa única frase podemos dizer que o grupo que não tem chefe, tem o grupo como chefe. Nestes casos há uma “entidade” superior operando a autoridade. Menos mal e sem dúvida uma grande evolução. Alguns grupos que adotaram este modelo acabaram tomando um rumo derivado em função da liderança natural de algum ou alguns de seus integrantes. Para se manter no caminho de “organização sem chefe” é fundamental que o processo de seleção seja compartilhado e que o “teste de adesão” esteja presente. É quando os elementos de aceitação às normas de funcionamento do grupo ficam claros e evidentes. Há poucas referências bibliográficas sobre este assunto, que merece ser muito mais estudado.

A sensação ruim de ter um chefe

Ser mais ou menos independente, ou livre, pode guardar relação direta com “não ter alguém no seu pé” o tempo inteiro. A sensação de sufoco é que transforma a vida de bilhões de pessoas num verdadeiro inferno. É sobre os chefes opressores, onipotentes, onipresentes e oniscientes, que se concentram sentimentos como ódio, pavor, desprezo, nojo, medo, ansiedade, dentre outros. Chefes que provocam este tipo de sentimentos geram reações de todos os tipos. São eles que uma grande parcela da humanidade não quer ter.

Aceitação branca

Isso quer dizer que o ser humano não rejeita os chefes, o ser humano rejeita os maus chefes e o que parece uma conclusão óbvia, não é tão óbvia e corriqueira. Diariamente ouvimos histórias de aberrações cometidas por chefes deploráveis, em todas as áreas da atividade humana, em todas as organizações, em diferentes lugares do planeta. Então as boas práticas podem ser de conhecimento mais geral, mas não são de “prática geral”. É o mesmo que conhecer uma lei e descumpri-la conscientemente.

E se você decidisse primeiramente ser “chefe de você mesmo”?

O mais minúsculo dos mundos, o seu em relação a você mesmo, pode fazer você pensar que não precisa de chefe, mas se nós formos a fundo nesta questão será possível chegar à conclusão de que, na melhor e mais fantástica das possibilidades, nós teremos de ser chefes de nós mesmos. Simples? Fácil? Alegre? Isso depende muito, mas muito mesmo. Bilhões de vidas naufragam por falta de autogestão, casos típicos de escolhas erradas. A pessoa deveria seguir um caminho e segue outro completamente diferente. É nestes casos que se evidencia outra questão. O ser humano erra, mas ele pode aprender ou não com seu erro. Quando não aprende afunda.

O “chefe de si mesmo” na sua própria empresa

Há empresas que surgem pela iniciativa de um “chefe de si mesmo” e logo ali na frente desaparecem. Como exemplo, podemos utilizar um dado do Sebrae que mostra que mais de 50% das empresas encerram a atividade antes do quinto ano de existência. Sim faltou… Faltou algo na estrutura de chefia, que numa parcela significativa dos casos não era inicialmente dinheiro. Algo que se encontra no campo do conhecimento, da habilidade e atitude necessária para assumir as rédeas e fazer as coisas funcionarem e para obter sucesso no empreendimento. Ampliando essa visão é possível também concluir, que se é difícil ser chefe de si mesmo, imagine quando você coloca mais pessoas “no seu barco”. Nem todos considerarão a tarefa de chefiar a si mesmo e aos outros, numa empresa, uma tarefa complexa. É por este motivo, além de outros não tão sistematizados, que 50% das atividades permaneceram em funcionamento.

Necessidade de ajuda

É quando você se torna “chefe de você mesmo”, principalmente em negócios, de todos os tamanhos, que você sente a necessidade de um chefe: “nem que seja você mesmo”. E às vezes este chefe não aparece. Isto causa um desespero tão grande quanto caminhar sem calçados no escuro, em um terreno desconhecido, úmido, cheio de imperfeições e objetos estranhos. Então você grita: “Socorro! Eu preciso de um chefe!”. É nesta hora que você sente a importância de alguém oferecendo orientação, esclarecendo dúvidas, iluminando o caminho. É nesta hora que nem sempre  quem aparece para dar orientação, estava preparado ou estava disposto a dar a melhor orientação. Pouquíssimos empresários e líderes corporativos de sucesso não tiveram orientadores ou conselheiros, mas a escolha do orientador faz muita diferença.  

Os outros pedindo ajuda

Se você é chefe de outros pode ser a pessoa procurada para ajudar na hora do desespero. Então você precisará orientar, iluminar, conduzir, encontrando alternativas para as piores situações. Se for um bom chefe precisará estar preparado para orientar as pessoas nas piores situações.

E como fazer para evitar este sufoco todo? Como eu posso “ser uma pessoa sem chefe”?

Você pode não conhecer ou não acreditar: há muitas ferramentas e atitudes que podem adotadas para que você, “chefe de si mesmo”, não chegue ao ponto de desespero e que permitem prevenir o surgimento de situações críticas. Vamos ver algumas delas:

  1. Primeiramente tudo tem que ser antes – se todas as crianças receberem desde muito cedo a formação adequada no contexto do planejamento, compreendendo que existe uma forte relação entre o planejamento e o resultado, o mundo poderá mudar de rumo no contexto da “chefia”. Isso também vale para qualquer pessoa que esteja em situação de “chefe de si mesmo”. É fundamental PLANEJAR. O planejamento não precisa ser um tratado de duzentas folhas. Pode ser uma página, que traduza o resultado de um raciocínio desenvolvido com consistência ao longo de um tempo.
  • Algumas perguntas-chave podem ajudar: onde eu quero chegar? Por que quero chegar lá? O que preciso para chegar lá? Como será o percurso a ser percorrido? Quando vou começar e quando vou terminar? Quanto preciso para esta jornada? Quem pode me ajudar de verdade?
  •  Seus pontos fortes e fracos: também é fundamental compreender o que você vai enfrentar pela frente e a sua real condição e preparo diante das possíveis adversidades. Você precisará analisar que diante de ameaças você precisa conhecer profundamente seus pontos fortes e seus pontos fracos para não ser pego de surpresa, assim como também deve compreender as situações que poderão ajudar você na sua caminhada. 
  1. A importância da fé – você pode não ter nenhum deus (¨d¨ minúsculo por se tratar de qualquer deus), mas você precisa da fé. Numa caminhada, onde inúmeras variáveis não dependem de você, é fundamental ter fé. Acreditar que vai conseguir, que vai superar, que vai chegar ao lugar ou na situação que você planejou. Se você disser: “não dá”, a caminhada termina. A fé é fundamental para dar força, para estimular a continuidade diante das adversidades. 
  1. A criatividade – você encontrará situações e questões sem resposta. Precisará encontrar, ou fabricar uma. Você precisará exercitar a criatividade, pensar em alternativas. Quem assistiu “Missão Impossível”, “007” e outros, pode acreditar que aquelas situações inesperadas só acontecem em filmes. Situações inesperadas acontecem todos os dias. O “sem chefe” ou “chefe de si mesmo” precisa estar consciente que vai precisar de muita criatividade para superar obstáculos imprevistos. 
  1. Flexibilidade – Está errado? Não persista no erro. Ceda. Parece tão fácil, mas é tão difícil. Fazer do seu jeito nem sempre é o melhor jeito. Ouvir muito, refletir sobre o contraditório faz parte do jogo. Se você não se permitir ceder em nada, haverá momentos em que o curso natural dos fatos vai levar você para resultados indesejados. E tudo poderia ser mais fácil. Perceba que muitas vezes a flexibilidade é de você para você mesmo. Esta não é uma situação muito simples de administrar, porque muitas vezes a percepção de si mesmo é falha e é nela que estão as piores armadilhas. 
  1.  Repetindo: o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. A disciplina no trabalho, no foco, na constância, na busca de elementos que fortaleçam a consecução dos objetivos é prioritária. O “triunvirato do governo mental”: foco, avaliação e flexibilização; é fundamental para o “chefe de si mesmo”, que precisa constantemente otimizar o tempo e o trabalho. Essa avaliação deve ser realizada diariamente, semanalmente, mensalmente. É a avaliação que permite o redirecionamento do trabalho para se tornar mais efetivo. 
  1. Marketing Pessoal e Empresarial – o mundo é movido pelo Marketing. Se você não conhece nada de Marketing ou odeia esta matéria, vai descobrir que, num mundo competitivo, veloz, cheio de ramificações e de interesses divergentes suas possibilidades de continuar “chefe de si mesmo” vão diminuir a um ponto crítico. Você não precisa ficar o tempo inteiro fazendo Marketing, mas ele é fundamental nos processos de troca, de venda e de conciliação de interesses. É utilizando uma série de ferramentas de Marketing, mesmo que não sejam chamadas assim, que você vai produzir uma rede de relacionamentos, fundamental para dar consistência ao processo de avanço de uma pessoa ou empresa (ou as duas). 
  1. Quem é e qual a qualidade do seu “conselheiro”? Sevocê precisar chamar por um conselheiro ou “chefe temporário”, quem é ele? É confiável? É assertivo? Guarda uma relação de profundo respeito frente a você e para você? É fundamental ter conselheiros, no mínimo um, nos quais se possa confiar, mas antes precisamos verificar se estamos confiando nas pessoas certas. Além disto, pesquise muito. O Google e o YouTube podem ser bons conselheiros sim. 
  1. A lista de tarefas (task list): o seu verdadeiro chefe – é tão simples quanto isto. Se você tem um plano, se sabe os passos que devem ser dados, se compreende sistemicamente o seu trabalho, se já definiu um orçamento, se colocou prazo nas atividades, então você tem ou vai precisar de uma lista de tarefas. É complexo administrar as próprias atividades, classificando-as por prioridades, por importância em relação aos objetivos que você definiu. A lista de tarefas permite que você realize a avaliação sistemática e permanente do seu nível de realização.

 Talvez você não goste de uma lista de tarefas, mas ela será fundamental para que as atividades sejam mantidas. É interessante observar que uma atividade realizada normalmente abre algumas, mas às vezes dezenas de atividades ligadas a ela. Um exemplo: se você colocou como tarefa: “Enviar uma proposta para um cliente”. Primeiro você vai ter que “fabricar” a proposta. Para isto você vai precisar reunir o material necessário para o conteúdo, elaborar o orçamento, eventualmente discutir a proposta com outra pessoa e, finalmente, escrever a proposta. É um exemplo de como uma simples atividade abre outras.

 Frequentemente uma tarefa abre outras dez ou quinze. Quando isto acontece parece que nunca realizamos nada, mas na verdade são dezenas de pequenas tarefas que formam o todo. Há muitas ferramentas de apoio, a maioria gratuita, para gerenciar a lista de tarefas, algumas têm mais detalhamento, outras funcionam como um quadro de avisos e outras como quadros de “pequenos papéis de postagem”! Você pode descobrir uma série delas digitando: “aplicativos de lista de tarefas” sem aspas na sua ferramenta de busca (Google, Bing, Ask, Yahoo, etc).

A “Educação Continuada”

Ela está direta ou indiretamente relacionada com uma parte das atitudes e ferramentas acima. Ela é fundamental para que não se pare no tempo e no espaço, para que não se pare no meio do caminho. Ela não é uma ferramenta, ela é a base para a disponibilização das ferramentas. A atitude necessária: querer aprender. Se você acha que já experimentou tudo, que já sabe tudo, que nada mais pode melhorar, você está no caminho da sua própria extinção. É muitas vezes aí que você abandona a possibilidade de “ser chefe de você mesmo”.

Isso pode ser necessário, mas pode não ser o suficiente

Apesar deste conjunto de atitudes e ferramentas ajudar bastante, ele não é suficiente. Há muito mais por trás de quem é um bom “chefe de si mesmo”. Talvez o melhor caminho seja ler muitos livros de administração, de liderança, do papel dos chefes e dos gerentes. Além disso, é importante compreender que a leitura é só uma fase da aquisição do saber: você precisa praticar e para isto precisa de atitudes adequadas. Em termos gerais, seria muito importante que o planeta compreendesse que administração não é uma matéria só para especialistas, porque todos os seres humanos precisam administrar no mínimo a si mesmos, como foi visto aqui. Se há um “livre arbítrio” é fundamental que as pessoas ganhem discernimento para poder decidir de forma adequada.

É por isto que a humanidade precisa caminhar muito para chegar lá e, nesta caminhada, vai gritar muitas vezes: Socorro! Eu preciso de um chefe!


Fonte: Artigos Administradores / Socorro! Eu preciso de um chefe

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