Telemarketing ativo, ninguém merece!

Telemarketing ativo, ninguém merece!

Você gosta de falar com estranhos? E se um estranho liga em sua casa ou no celular, sempre numa hora indevida, para vender algum produto ou serviço? Pois é exatamente isso que vêm fazendo empresas de telemarketing contratadas por grandes e conhecidas marcas.

Você gosta de falar com estranhos? E se um estranho liga em sua casa ou no celular, sempre numa hora indevida, para vender algum produto ou serviço? Pois é exatamente isso que vêm fazendo empresas de telemarketing contratadas por grandes e conhecidas marcas. Elas investem em irritar os prováveis clientes, invadindo sua privacidade com telefonemas dos quais fica difícil se desvencilhar. E se você não aceita a abordagem, ainda tem que explicar por quê. Qual a obrigação que temos em dar satisfações a um intruso estranho? Ainda escutamos argumentos míopes do tipo: mas dá 10% de retorno em vendas. Burrice! Os outros 90% não aceitaram a invasão e ainda ficaram com ódio da marca. 

Telemarketing ativo não vale o custo/benefício se pensarmos na marca, além das vendas. Para piorar esse tipo de serviço, algumas empresas de telefonia empurram seus produtos a torto e a direito por telemarketing a quem atender ao telefone, mesmo que a pessoa não seja responsável pela linha telefônica. Só para exercitar a imaginação, vejamos como ficaria se pedíssemos o número do telefone da casa de quem está nos ligando e avisássemos que vamos ligar fora do horário comercial para conversar sobre o assunto que ela quer falar. Ou pedíssemos para sermos transferidos para o presidente da empresa porque queremos aproveitar a oportunidade para também vendermos nosso peixe. 

Se você quer fazer telemarketing ativo para pessoas com quem não tem relacionamento, desista. É melhor primeiro atingir essas pessoas por outros meios, que não as deixem de “saia justa”, como o correio ou a internet, onde ela vai reagir como bem entender e não vai se sentir tão invadida. O ideal é fazer uma boa propaganda, que deve ter a função de fazer o consumidor reagir a ela e exercer o papel ativo. Aí, sim, devemos investir num sistema de atendimento receptivo eficaz. Esta é a vocação do bom telemarketing, receber o consumidor de braços abertos, pronto para esclarecer suas dúvidas e realizar negócios bons para ambos os lados. Vamos abrir exceção apenas às instituições de caridade, que não têm recursos e usam o telefone como única opção para pedir doações. Mesmo assim elas podem ser mais criativas em suas abordagens. Telemarketing ativo é pior do que trote no telefone e não deve ser considerado ferramenta de marketing para acesso direto aos consumidores. 

Lembrar: Para comercialização entre empresas o telemarketing ativo funciona bem. Para o contato com o consumidor direto, evite. 

*Texto do meu livro “Mantenha-se Vivo na Cabeça dos Clientes” – Google Books – 2005


Fonte: Artigos Administradores / Telemarketing ativo, ninguém merece!

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