Um dia para ser uma mulher mais amorosa

Um dia para ser uma mulher mais amorosa

A mulher educa e se reeduca para desconsiderar o seu próprio querer e o significado do querer, que muitas vezes é esquecido ou reprimido em detrimento de outras pessoas com muitas vontades e desejos. Normalmente sem considerar o que está deixando passar quando faz isso.

Considero  que o dia da mulher pode ser um marco para acessar o auto respeito e auto amor, viver um dia dedicado a considerar que todos temos limites e possibilidades e que como mulher seria muito importante valorizar e reconhecer o empenho de outras mulheres.

Quero propor uma reflexão que sai do sexismo de mulheres pouco reconhecidas e convidar cada mulher a pensar que atitude ela tem que gera esse resultado?

Trazer a responsabilidade da falta de reconhecimento para as nossas mãos delicadamente e fortemente femininas pode ser um olhar que amplie a nossa visão sistêmica e tão feminina.

Tenho certo incomodo quando ouço mulheres falando que não “somos devidamente reconhecidas” quando observo que muitas vezes a discriminação começa no universo fechado do feminino.

Quando percebo sutis manifestações de desvalia entre mulheres profissionais, que em uma competição velada faz de tudo para desvalorizar a sua par, colaboradora ou gestora com julgamentos que passam longe do profissionalismo que é solicitado num ambiente corporativo.

Raramente ouço uma profissional mulher elogiar uma colega de trabalho com espontaneidade e vigor.

Percebo muito pouco as gestoras auxiliarem as suas colaboradoras e estimularem a trilharem uma carreira com seu apadrinhamento, considerando que vivem as mesmas angustias do  universo feminino, este que  traz  tantos papeis e tantas   expectativas como ser uma mulher sensata, equilibrada, fazer uma excelente gestão da vida pessoal  e ter   alta performance e lógico obter resultados externos e internos.

E quando penso nas relações com as mulheres que são pares dentro do ambiente corporativo, a realidade é a mesma, existe uma ausência de generosidade, alias ser generosa é de alguma forma visto como uma expressão de fragilidade, o que faz as relações entre as mulheres no ambiente corporativo ficar tão pouco acolhedora e autêntica.

A pratica ainda é de  pouco companheirismo nas  relações femininas no ambiente corporativo, o que poderíamos fazer para gerar mais auto amor e auto respeito?

Para isso é essencial considerar a própria condição de ser mulher algo que traz conforto e satisfação, uma natural evidência de auto respeito em ser quem se é.

Um dos comportamentos que mais me chamam a atenção quando o assunto é desenvolvimento da liderança feminina é a semelhança que as profissionais buscam com os modelos masculinos, inclusive masculinizando a própria imagem e gestão.

Outras vezes há uma tendência a distanciar-se das habilidades que são desenvolvidas espontaneamente por mulheres como uma escuta apurada, ou um olhar de compreensão e uma leveza que vem do feminino, tudo isso parece ter que ser escondido para valorizar o modelo de liderança de uma gestora.

Isso sem desconsiderar certa “agressividade” que algumas profissionais adoram expressar para marcar um espaço com sua atitude durona, como se assertividade fosse igual a agressividade, uma distorção que algumas mulheres vivem para impor uma ilusão de respeito.

Então natural que esta conduta nos afaste dos semelhantes e, que haja pouco espaço para incentivar outras mulheres a viverem sua naturalidade com foco nos seus objetivos.

Assim como temos ainda poucas mulheres estimulando outras a desenvolverem uma carreira corporativa com inteireza ,  conciliando e  vivendo os seus diversos papéis com equilíbrio e felicidade.

E como se as próprias mulheres fossem as primeiras a desacreditarem no sucesso com equilíbrio.

Essa postura seria uma manifestação de auto amor e amor com outras profissionais que desejam desenvolver uma carreira com sucesso e viver com sucesso outras esferas da sua vida.

A mulher educa e se reeduca para desconsiderar o  seu próprio  querer e o significado do querer, que muitas vezes é esquecido ou reprimido em detrimento de outras pessoas com muitas vontades e desejos. Normalmente sem considerar o que está deixando passar quando faz isso.

E depois é muito comum esta mesma mulher esperar um ato de profundo reconhecimento espontâneo, das pessoas que se beneficiaram da ausência  do seu querer, e a ausência do reconhecimento externo gera uma insatisfação.

 Agora a insatisfação foi construída dedicadamente por esta mulher que acredita que pode viver sem valorizar o que está aqui para fazer.

Como uma mulher que abandona o seu próprio sentir ou seu próprio querer pode ser capaz de valorizar outra mulher  ou pessoa que vai em busca do seu objetivo?

Para valorizar alguém é importante sentir que esta pessoa reconhece seu auto valor e sabe o quanto é importante em uma vida ser dona do seu próprio querer e do significado concedido ao seus objetivos.

Ninguém pode definir o significado que um objetivo tem para você!

Acredito que uma mudança para este dia da mulher, é sentir-se confortável em ser uma mulher que sente o feminino em sua força e beleza, e  que escolhe o caminho que deseja trilhar.

Boa trilha mulher, no seu dia!


Fonte: Artigos Administradores / Um dia para ser uma mulher mais amorosa

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