Um olhar 45

Um olhar 45

Quero compartilhar contigo algumas reflexões sobre completar 45 anos de idade, algo que é uma grande dádiva divina e uma excelente oportunidade para avaliar conquistas e tudo aquilo que cada um de nós constrói em suas vidas através das decisões que tomamos todos os dias

Calma lá que nem de longe hoje eu vou falar de músicas de gostos discutíveis…rsrs

Quero compartilhar contigo algumas reflexões sobre completar 45 anos de idade, algo que é uma grande dádiva divina e uma excelente oportunidade para avaliar conquistas e tudo aquilo que cada um de nós constrói em suas vidas através das decisões que tomamos todos os dias:

1o. aprendizado: Ética, moral e valores atemporais tem um preço que ninguém pode comprar de você!

Longe de mim fazer julgamentos puritanos ou dizer aqui que sou um ser perfeito, o que faço e que todo mundo pode fazer é tentar diariamente nortear a vida por valores sólidos.

Porém tristemente eu já vi e ainda continuo vendo muitas pessoas no dia a dia desta vida e profissionais no mercado literalmente “vendendo a alma” por dinheiro, ou seja, adotando um posicionamento onde nada mais importa a não ser ganhar o dinheiro a qualquer custo, assim se para isto for necessário ser anti-ético, imoral ou jogar no lixo valores pessoais e atemporais tais como família, honestidade ou verdade, tais coisas não têm importado pra muita gente.

O problema disto é que no “final deste arco-iris” não haverá pote de ouro, haverá você tendo que conviver com você mesmo e com todos os resultados de suas decisões, aspectos notados claramente em alguns funerais onde muitas vezes falta conhecidos, colegas ou amigos para segurar as alças do caixão.

2o. aprendizado: Ter uma ordem de valores pessoais dá clareza para a tomada de decisões e evita sentir-se perdido! 

Como valores pessoais são como a própria expressão diz, pessoais, eu apenas quero lhe ajudar a refletir sobre a importância disto em um mundo tão complexo, mutante e cheio de demandas como este no qual vivemos, afirmando aqui que este assunto é muito válido tanto para pessoas como para empresas e negócios.

Um excelente exemplo disto, no caso de empresas e negócios, é o caso dos valores do “Parque Disney” que orienta as ações de todos os seus colaboradores por 4 valores ordenadores por prioridade, assim muitas vezes um colaborador Disney facilmente tem condições de tomar uma decisão difícil perante um cliente optando pela segurança do mesmo (valor #1) ao invés da polidez (valor #2) ou demais atitudes (valor #3: o espetáculo e valor #4: a eficiência) se o momento envolver algum risco.

Trazendo isto para o lado pessoal, ter e adotar valores pessoais e uma ordem de importância para cada um deles, ajuda em muito na tomada de decisões, na resolução de dilemas, em posicionamentos complexos e dá clareza mental em momentos confusos.

Pessoas que não dão importância a questão de valores e muito menos possuem uma clareza mental da ordem de prioridade dos mesmos, são indivíduos que normalmente vivem tomando decisões antagônicas, chegando a beirar comportamentos bipolares e com certeza vivem, no fundo, confusos e angustiados.

3o. aprendizado: A gratidão é uma grande moeda de crédito dentro da conta bancária emocional das relações humanas e sociais.

Como infelizmente a “Lei de Gérson” permeia a mente de muitos neste mundo, e ainda infelizmente neste amado Brasil, é quase raro encontrar pessoas gratas e com uma alta consciência sobre o que representa os depósitos e retiradas da conta bancária emocional das relações humanas e sociais.

Este conceito foi também amplamente abordado no livro chamado: 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, que explica que todos os nossos bons atos representam “depósitos” na vida do próximo, assim como todas as más atitudes representam “retiradas”, algo que impreterivelmente todos  nós conscientemente ou inconscientemente fazemos, resultando sempre em saldos negativos, positivos ou zerados.

Eu pude vivenciar em muitos momentos da vida na condição de amigo, profissional e voluntário as alegrias de conviver com “depositantes” e também decepções convivendo com “sacadores contumazes”. Os primeiros sempre estimulam uma relação de camaradagem, sinergia, contribuição e multiplicação de recursos – de outro modo, os segundos representam verdadeiros “vampiros sociais” que também sempre estimulam uma relação negativa, tóxica e limitadora de recursos.

O meu conselho de ouro é: afaste-se dos “sacadores” compulsivos, aproxime-se e crie relações com os “depositantes” e sempre perdoe os saques impensados, afinal todos nós às vezes os fazemos!

Eu tenho uma imensa tranquilidade a respeito disto, pois em todos lugares pelos quais passei eu sempre “depositei mais do que saquei”, fui por vezes julgado por saques impensados – mas sempre aprendi algo com tais situações.

4o aprendizado: A aprendizagem contínua é um precioso exercício que prolonga a vida e a saúde física e mental.

Há mais de 20 anos atrás eu descobri esta grande verdade, mesmo diante de alguns mentores e colegas de trabalho que viam nisto uma grande perda de tempo.

Hoje eu reconheço que graças ao exercício do aprendizado continuado eu pude me transformar como pessoa e profissional e ativar a consciência de que aprender é um exercício contínuo que pode ser feito por todos nós de modo formal (bancos das escolas) ou informal (situações da vida).

O detalhe deste assunto é que obter conhecimento em nada tem valor se o mesmo não for praticado, a exemplo do que acontece com muitos Coaches que buscam incansavelmente titulações sem tirar tempo para praticar e aprender na prática com seus coachees ou situações diárias no ambiente profissional.

A dica que eu sempre dou aos meus amigos, alunos, treinandos e coachees é: nunca parem de aprender!!!Aqueles que se colocam numa posição de conhecimento absoluto ou de ser “especialista de si mesmo”, infelizmente entram numa rota de prepotência, arrogância e soberba que resulta num suicídio lento e mortal. Não há nada de errado em voltar ao banco das escolas, algo que no mínimo nos faz lembrar da máxima sobre “o quanto eu sei que nada sei”. 5o. aprendizado: Sorria mais, reflita mais, perdoe mais, agradeça mais…

Como eu já compartilhei aqui antes, sorrir é um dos grandes impulsionadores de hormônios que fazem bem para a mente e ao corpo.

reflexão, ainda que num mundo tão corrido, é essencial para ampliar a curva de aprendizado e acelerar o autodesenvolvimento.

Já o perdão é algo libertador e profundamente transformador, quem perdoa vive, quem guarda rancor perece lentamente. 

E a gratidão é outro aspecto enriquecedor dentro das relações humanas e no convívio social, faça este grande exercício quantas vezes puder, seja agradecido por tudo o que a vida lhe trouxer, ativando este ciclo virtuoso: sorrindo, refletindo (e perdoando) e agradecendo!

Encerro este novo artigo agradecendo a Deus pelo dom da vida, pela minha família querida, pelos seletos amigos e pelos excelentes colegas de trabalho que adicionei nos últimos anos.

Agradeço também a todos pelas inúmeras congratulações recebidas aqui e por tantas outras recebidas nas redes sociais, por ligações, mensagens de zap e pessoalmente – algo que só me faz lembrar que até aqui, VALEU MUITO A PENA: Muito Obrigado!!!

 


Fonte: Artigos Administradores / Um olhar 45

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