UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) – Realidade de quem vive em comunidade

UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) – Realidade de quem vive em comunidade

Este artigo trata da relação entre quem vive em comunidade com as UPPs

Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) é um projeto da Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro que pretende instituir polícias comunitárias em comunidades, a primeira UPP a ser instalada na comunidade Santa Marta, no bairro de Botafogo, na Zona Sul. Desde então, 38 UPPs já estão implantadas e atualmente a Polícia Pacificadora conta com um efetivo de 9.543 policiais, essa quantidade de policiais deve chegar a 12,5 mil, José Mariano Beltrame Secretário de Estado de Segurança é responsável pela UPP.  

O projeto apresentou erros e acertos. A violência que persiste em alguns locais, a má conduta de policiais e a falta de serviços públicos, mesmo depois da pacificação, o objetivo da UPP é de reduzir a violência em comunidades onde os índices de criminalidade eram altos, os moradores da comunidade Santa Marta, ainda tem opiniões divididas, há os que veem nos policiais o símbolo da nova etapa vivida pela comunidade e os que encaram com desconfiança, alguns ainda tem dúvidas sobre sua eficácia, diversas comunidades reclamam de mal comportamento de soldados, não respeitam trabalhadores batem, ameaçam e trocam tiros com traficantes pondo vidas em risco.

Moradores dos locais tem registrado disputa por territórios mesmo com a localidade pacificada, tiroteios, traficantes armados, venda de drogas, mortes de inocentes e até mesmo crianças uniformizadas. É difícil encontrar alguém que não tenha uma história triste de algum parente, amigo ou colega morto durante esses confrontos.

Outro fato real, que só as comunidades que tem vista para algum lugar lindo e famoso do Rio de Janeiro que há projetos, caso não haver algo parecido nada de projetos como: (Futebol, Vôlei, Luta etc..). Dizem que a instalação de uma UPP é precedida por uma ação militar que visa retomar o terreno controlado por criminosos. Mas quando isso irá acontecer? Pessoas indignadas não estão vendo esse objetivo sendo comprido pela UPP ainda que a comunidade esteja pacificada ainda vivem sendo controlados por traficantes. Precisamos de mais segurança e também cidadania, ainda há muito que melhorar, todas as comunidades merecem a mesma atenção e respeito!

Moradores mencionam outra dificuldade. Com a pacificação, os preços dos imóveis dispararam, tanto para aluguel quanto para venda. Existem casas muito pequenas por R$700,00, e apartamentinho na entrada das favelas custando R$1.500 por mês, casa para comprar só acima de 20 mil reais, muitos turistas vão morar nas favelas e pessoas que não conseguem pagar seus alugueis.

Humilhações são constantes de quem mora em favela, tem de enfrentar esta dura realidade, sofrer preconceito por pessoas com a classe mais alta, nem todas as pessoas que moram em favelas são bandidos ou pessoas más a grande maioria nesse lugar trabalha e luta todos os dias por um futuro melhor. Queremos paz respeito andar pela comunidade sem medo de ser atingido por uma bala perdida. O que adianta pacificação se ainda á tiroteio, mortes, traficantes drogas e nunca a paz, esses problemas eram os mais pedidos pelos moradores para serem resolvidos. 

Referência bibliográfica: 

http://www.rj.gov.br/web/seseg/exibeconteudo?article-id=1349728

http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/seguranca-publica-em-seis-anos-de-implantacao-upps-ainda-enfrentam-desafios-nas-comunidades-do-rio.htm

http://www.midiamax.com.br/cotidiano/favela-dura-realidade-quem-nao-teve-opcao-269671


Fonte: Artigos Administradores / UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) – Realidade de quem vive em comunidade

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