Você não vai demitir?

Você não vai demitir?

Há algum tempo participei de um processo de seleção para um cargo de liderança de uma equipe de projeto existente e durante a entrevista o entrevistador me fez a seguinte pergunta: “Você não vai demitir?”. Naquele momento respondi que não estava pensando nessa possibilidade naquela situação pois acredito que demissão seria um último recurso. Entretanto a indignação do entrevistador ao fazer a pergunta me chamou muito a atenção. Fui embora com essa cena na cabeça. E durante alguns dias uma outra pergunta me veio à mente. Por que eu iria demitir funcionários já contratados, que estão há algum tempo na empresa?

            Há algum tempo participei de um processo de seleção para um cargo de liderança de uma equipe de projeto existente e durante a entrevista o entrevistador me fez a seguinte pergunta: “Você não vai demitir?” .

             Naquele momento respondi que não estava pensando nessa possibilidade naquela situação pois acredito que demissão seria um último recurso. Entretanto a indignação do entrevistador ao fazer a pergunta me chamou muito a atenção.

             Fui embora com essa cena na cabeça. E durante alguns dias uma outra pergunta me veio à mente. Por que eu iria demitir funcionários já contratados, que estão há algum tempo na empresa? Com o tempo acabei percebendo que essa é uma estratégia comum no mercado.

             Um novo líder ao assumir uma equipe enfrenta vários desafios. Sejam com seus subordinados, seus paralelos ou superiores. Com certeza há uma grande expectativa externa sobre essa pessoa bem como as suas expectativas pessoais. Então como enfrentar esses desafios de forma amistosa gerando resultados excelentes?

             Um dos pontos a ser considerado é a resistência a mudanças. Um sentimento muito comum vindo de todos os lados. Pois mesmo sutilmente algumas pessoas se sentem amaçadas. E como quebrar essa resistência?

           Para mim o respeito e a empatia são essenciais. Respeito pela cultura da empresa, respeito pelo tempo e contribuição de cada colaborador. Conhecendo o histórico e potencial de cada membro de sua equipe, os interesses dos stakeholders de seu projeto e olhando-os com empatia é possível obter muitas informações valiosas para agregar em seu plano de ação e inspirar confiança e colaboração do todos.

               As demissões podem minimizar as resistências de sua equipe, pois pessoas recém contratadas tendem a estar mais motivadas. Entretanto não é garantido que tenham as competências necessárias por melhor que seja o processo de seleção que se submetam principalmente se houver sido aplicado uma estratégia de redução de custos. Ou seja tenham sido contratadas pessoas com salários menores devido a um baixo orçamento para o projeto. Devemos lembrar também da curva de aprendizado ou adaptação de todos que assumem uma nova função.

            Outro aspecto das demissões é a resistência que o líder e sua nova equipe pode sofrer dos outros colaboradores da empresa e dos stakeholders dificultando o desenvolvimento do projeto.

            Acredito no aperferiçoamento quando necessário e melhor engajamento dos membros da equipe através de treinamentos, boas práticas e metodologias  de gestão. De forma que seja definido o melhor processo para o cenário e perfl de sua equipe.

          Um processo de Coaching seja aplicado de forma individual ou para a equipe como um todo, ou seja, vendo a equipe como um time que possui um objetivo comum identifica melhor os perfis, os talentos, as competências es fraquesas de cada um. Assim o líder junto com sua equipe consegue definir os valores e visão que vão nortear a convivência dos seus colaboradores além de promover uma maior sinergia e melhores resultados.

           A demissão é uma opção entretanto é necessário avaliar os todos os custos envolvidos nessa estratégia e ao mesmo tempo ter uma visão muito clara de seu objetivo.


Fonte: Artigos Administradores / Você não vai demitir?

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